O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

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    Após os anos de 1950 no Brasil, com o avanço da industrialização, houve o aumento do consumo e consequente crescimento na quantidade de descarte. Diante disso, nota-se que a precariedade da questão do lixo no país, se deve, principalmente, à inoperância das políticas públicas, que aliada ao constante consumo, prejudica o progresso da sociedade. 
       Pode-se perceber que a dificuldade na questão do lixo no Brasil é resultado da insuficiência dos projetos governamentais existentes. Sabe-se que a Política Nacional dos Resíduos Sólidos é um instrumento de desenvolvimento urbano, no qual, em teoria, os Estados devem promover o aumento da reciclagem e eliminação de lixões que deixavam o descarte de rejeitos a céu aberto. No entanto, é obrigação dos municípios colocar o plano em prática, procedimento que segue sendo mal executado, haja vista que ainda há lixões clandestinos sem fiscalização e que geram riscos à saúde da população.    Segundo o Índice Brasileiro de Geografia e Pesquisa, 86% dos municípios não possuem aterros sanitários para a eliminação correta dos detritos. Situação que prejudica o desenvolvimento do país ao falhar no dever de proporcionar para a população cidades limpas e livres de doenças evitáveis. 
     Além disso, as empresas estimulam os indivíduos ao consumo exagerado, o que provoca o aumento das compras feitas pela população, sem ponderar quanto à real necessidade de adquirir o produto, o que culmina do crescimento do descarte. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em 2015, após o lançamento da propaganda do refrigerante Coca-Cola, em dezembro, o aumento no consumo foi de 32%. O incentivo ao consumo de artigos, muitas vezes, não biodegradáveis, que futuramente são descartados inadequadamente torna crítica a situação do lixo no Brasil. 
       Com isso, é necessário que os Estados, junto ao Ministério das Cidades, promovam a fiscalização sobre as prefeituras, por meio de agentes especializados, e apliquem multas severas àquelas que não oferecem tratamento aos rejeitos. Ademais, o Ministério do Meio ambiente, aliado com ONGs ambientais, deve promover palestras nas escolas, ministradas por agentes comunitários, professores de filosofia e biologia, que estimulem os indivíduos ao questionamento quanto à verdadeira necessidade de adquirir produtos, para que, por meio do consumo consciente, a questão do lixo seja amenizada, contribuindo para o progresso da sociedade brasileira.