O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

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    Na animação cinematográfica ''Wall-e'', a terra é retratada em um lugar desabitado em função da exorbitante quantidade de lixo nesse planeta. No entanto, apesar do cenário ser ficcionista, aproxima-se da realidade brasileira, na medida em que se evidencia o alarmente problema da gestão do lixo na sociedade hodiernda. Sob esse viés, o descarte excessivo de resíduos e a negligência estatal corraboram tal impérie. Nesse sentido, com o escapo de atenuar essa questão, pressupõe uma análise acerca dos entraves que englobam essa problemática.                                                                                 Em primeiro lugar, vale ressaltar, que a Política de resíduos sólidos não é cumprida efetivamente no país. A lei propõe que seja colocado em prática o aumento de reciclagem, a reutilização de resíduos e a eliminação de lixões em céu aberto. Porém, pouco mudou desde a promulgação da lei, visto que há lixões clandestinos sem fiscalização e geram risco à saúde da população pela contaminação dos solos e de produtos recolhidos por catadores, desenvolvendo até mesmo doenças crônicas no ser humano, e também prejudicam a manutenção da biodiversidade, o que ratifica a ideia do cientista Isaac Newton de que toda ação possui uma reação                                                                                                                  Além disso, outro fator problemático diz respeito ao descarte adequado que não é incentivado pelas autoridades brasileiras. Embora muitos municípios faça a coleta seletiva para separar o lixo orgânico e reciclável, pesquisas apontam que a maioria da população ainda não é beneficiada, dificultando a reciclagem no país, acabando destinando resíduos em lugares irregulares. Nesse viés, a filósofa Hannah Ardnt, com o conceito ''Banidade do mal'', afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano. Haja vista que o descarte irregular  de lixos é visto como algo banal, que representa um grande mal para a qualidade da vida da fauna e flora. Assim sendo, é fundamental meio que viabilize a coleta e distinção de lixos.                                                                                                                              Fica claro, portanto, que a questão do lixo é uma questão evidente e deve ser combatida. Assim, o filósofo Immanuel Kant já alertava ''O homem é aquilo que a educação faz dele'', logo, o Ministério de educação deve difundir nas escolas através de professores o ensino à reciclagem do lixo reciclável através de palestras e atividades práticas. Outrossim seria uma fiscalização maior sobre as prefeituras que não faça a coleta do lixo, e que o Governo federal aplique multas severas aquelas que não oferecem o tratamento aos resíduos descartados. Somente com políticas públicas o lixo será encaminhado para o lugar adequado, evitando problemas à sociedade brasileira.