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    Consumismo pode ser definido como a compra irracional de produtos, visando sanar um desejo quase que infinito por mais. Este comportamento, considerado por muito uma doença, é mais comum do que se imagina, e vêm causando graves problemas à sociedade brasileira, principalmente no que tange ao descarte excessivo de lixo. Dessa forma, a grande quantidade de dejetos, somado ao baixo alcance dos programas destinados ao bom uso do lixo, configuram a temática como um grave problema social e ambiental.
    Primeiramente, é importante frisar que o comportamento consumista ganhou força após a Segunda Revolução Industrial, com o aumento da produção, e o surgimento de novos mercados consumidores ao redor do globo. Essa possibilidade de comprar um novo produto sempre que quiser revelou um vício da sociedade capitalista, que atravessou o último século e está presente no Brasil contemporâneo. Outrossim, as enormes quantidades de resíduos oriundos do consumismo persistem na atualidade, amontoadas em lixões que contaminam o solo e os lençóis freáticos mais próximos. Sendo assim, é imprescindível a mudança na forma como se desfaz de objetos aparentemente sem uso, reutilizando o que for possível e descartando o mínimo.
    Além disso, é importante destacar o baixo número de estações de tratamento ao redor do Brasil. Essas estações estão presentes nas grandes cidades, porém, em um país de dimensões continentais, essa quantidade não é suficiente para atender à demanda brasileira, além da falta dos organismos de coleta seletiva, também escassos em relação ao território nacional. Como bem tratado pelo químico Antoine Lavoisier, na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Nesse sentido, o lixo gerado necessita de um reaproveitamento, caso contrário ficará acumulado em lixões e aterros não-sanitários, situação esta que apenas tende a piorar e causar mais danos ao meio ambiente e à saúde humana. 
    Desta forma, é indispensável a adoção de medidas que visem a mudança nos hábitos de consumo da população brasileira, assim como o investimento em projetos destinados ao aproveitamento dos resíduos. Sendo assim, é dever do Ministério do Meio Ambiente, a construção de novas estações de tratamento em regiões afastadas dos grandes polos, assim como o investimento em mais grupos de coleta seletiva, e o melhor incentivo monetário à catadores de lixo, garantindo que a coleta não fique apenas como tarefa do estado. Ademais, o Ministério da Educação deve apresentar, de forma obrigatória, em todos os livros destinados à educação nível médio e fundamental, campanhas para conscientização dos hábitos consumistas, evitando assim, que no futuro o consumismo continue como uma doença persistente na sociedade brasileira.