O papel das startups de educação no Brasil.

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    Regulamentação e capacitação
    
       Com a popularização do uso da internet, muitos processos da sociedade sofreram modificações. Dentre eles, a educação formal flexibilizou-se, e não mais depende da rígida estrutura tradicional de ensino, visto que estudantes e professores dinamizaram as relações pelo uso da tecnologia. Todavia, algumas questões surgem nesse meio, das quais destacam-se a qualidade do material consumido pelos aprendizes e a qualificação dos professores desse novo meio educacional. Assim, é válido discorrer sobre o papel das startups de educação - empresas responsáveis por inovações tecnológicas no setor - no Brasil.
       Segundo Émile Durkheim, famigerado sociólogo francês, a sociedade é coerciva e influenciadora do indivíduo. Sua teoria aplica-se ao cenário apresentado na medida em que a obsolescência do ensino tradicional coerge o jovem estudante a buscar novos meios de aprendizagem, os quais são encontrados nos serviços oferecidos pelas startups de educação. Contudo, a falta de regulamentação no meio virtual pode representar um problema, uma vez que o material de ensino consumido por esses estudantes, em alguns casos, não possui qualidade garantida. Dessa maneira, o serviço das startups conduz os aprendizes ao erro.
       Outrossim, a qualificação dos profissionais de ensino das startups necessita de análise. Novamente, vale destacar a escassez de regras na internet, o que possibilita a atuação de pessoas não capacitadas como educadores. Assim como o material sem precedentes de validação, um ´´ensinador`` desqualificado prejudica o processo de aprendizagem dos jovens estudantes. Nesse contexto, insere-se a coercividade durkheimiana, que atua sobre o aprendiz e lhe conduz a um falso conhecimento.
       Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação analise os materiais oferecidos pelas startups nacionais, por meio de uma regulamentação que exija um padrão de qualidade dos mesmos, de modo a impedir o erro no processo de aprendizagem em razão de conteúdos sem validação. Ademais, as próprias empresas de educação tecnológica precisam garantir a qualificação de seus profissionais, por intermédio de cursos de capaciração e exigência de curso superior no caso dos professores, de maneira a oferecer ensino de qualidade. Com tais medidas, o papel das startups de educação no Brasil será exercida de forma confiável.