O papel das startups de educação no Brasil.

Envie sua redação para correção
    Em seu discurso ao ganhar o Nobel da Paz em 2014, a ativista Malala Yousafzai entonou que a mudança do mundo se da através de um aluno, um lápis e um professor. Entretanto, a perspectiva geral do atual milênio se baseia no uso das tecnologias para complementar o processo educativo em diferentes ambientes. Desse modo, tais mudanças são atribuídas a empresas inovadoras e métodos de ensino que ampliam os caminhos do conhecimento.
          Em primeiro lugar, é válido reconhecer como esse panorama supracitado é capaz de abranger diversos ciclos sociais. Acerca disso, é pertinente lembrar da cientista Marie Curie que defendia o processo de aprendizado ao dizer que na vida não existe nada a ser temido, apenas compreendido. Assim, o mundo das Edtechs (empresas que unem tecnologias e educação), aos poucos ganharam notoriedade no mercado, com estranhamento e incompreensão inicial de um novo hábito, porém trazendo as novas gerações que são moldadas a partir de um sistema educacional hibrido. Outrossim, disponibilizando tecnologias auxiliares, de modo que o uso da internet nesse âmbito tornou-se indispensável nas relação de ensino.
    
          Vale ressaltar, ainda, o poder de difusão de tais inovações, visto que grande parte da sociedade possui acesso a internet. Conforme estudos do filósofo Arthur Schopenhauer, nossa consciência é guiada pela vontade, nos levando a lugares inacreditáveis. Sob essa óptica, plataformas de ensino gratuitas e online têm possibilitado a amplificação do saber em classes sociais cuja apenas a vontade não é suficiente, de modo que fatores sociais como a necessidade de trabalhar impede a conciliação com práticas de estudo presenciais. Além disso, nota-se que, estando o conteúdo disponível gratuitamente, gera uma certa "igualdade" no tocante a forma de repassar as ideias pretendidas.
          Depreende-se, portanto, que a influência das Startups no sistema educacional é de suma importância. Desse modo, parcerias público-privadas, devem criar medidas para o alongamento de projetos que envolvam tecnologias educacionais em escolas das de localidades mais remotas, sendo feito isso a partir de investimentos para a compra de tecnologias e treinamentos oferecidos ao professores que vão expandir os métodos de ensino. Espera-se com isso, que o Brasil não fique restrito apenas a um aluno, um lápis e um professor.