O papel das startups de educação no Brasil.

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    Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Na contemporaneidade, esse cenário é fortalecido pelas “startups” de educação — denominadas “Edtechs” — visto que, por meio da inovação tecnológica, popularizam um ensino de qualidade. No entanto, a persistência de um modelo educacional arcaico no Brasil é um entrave para essa nova dinâmica social. 
        Em primeira análise, observa-se a relevância das “edtechs” para a consolidação de um ensino brasileiro democrático. Nessa situação, as “startups” educacionais promovem maior acesso à educação de qualidade, já que, por se estabelecerem em plataformas digitais, possuem menores custos e maiores opções de adequação ao usuário. Desse modo, essas empresas podem oferecer seus serviços de forma a auxiliarem na educação básica ou corporativa. Ou mesmo atuarem na educação a distância, como o curso on-line Descomplica, o qual disponibiliza aulas focadas em vestibulares.
        Contudo, notam-se alguns desafios para a plena execução desse novo paradigma estudantil, como, por exemplo, as grandes desigualdades regionais brasileiras. Nesse contexto, embora as “startups” de educação possibilitem inovação, elas são de base tecnológica, logo seus usuários necessitam de internet. Isso gera um maior distanciamento entre regiões, de forma a perpetuar um ensino retrógrado em localidades afastadas, agravando a pobreza.
         Infere-se, portanto, que medidas tecnológicas/educacionais são imprescindíveis para minimizar esse impasse. Com isso, cabe ao Ministério da Ciência e da Tecnologia ampliar o acesso à internet em áreas remotas, por meio da doação de computadores para escolas públicas desses locais, a fim de promover a inclusão social/digital dessas populações. Em adição, o Ministério da Educação deve conduzir cursos on-line para os docentes, de modo a capacitá-los consoante o novo ensino. Assim, poder-se-á popularizar as “edtechs”, ampliando uma educação inovadora, inclusiva e de qualidade.