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    ''Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo''. Traçando um paralelo com a citação do educador Paulo Freire, a sociedade brasileira atual tem como novo mediatizador a tecnologia. Por isso, novas técnicas de ensino ganham destaque, fazendo com que as startups entrem em um novo panorama. No entanto, estas ainda não têm reconhecimento necessário, além de que, as áreas de alcance dessas iniciativas não conseguem atingir grande parte do contingente educacional. Essa realidade constitui um desafio a ser resolvido não apenas pelo poder público, mas por toda a sociedade
        Em primeiro lugar, cabe destacar a importância das startups no cenário educacional brasileiro. Por conseguinte, essas empresas têm por finalidade trazer para o mercado novas propostas para a educação, a exemplo da facilidade do acesso à informação com apenas um aplicativo no smartphone ou uma gama de vídeos aulas online, a um preço acessível para todos ou até mesmo gratuitamente. No entanto, a falta de reconhecimento por parte do Estado faz com que esse novo panorama não consiga chegar de maneira completa a todos os estudantes. Esse cenário contribui para que mais uma barreira seja criada na educação brasileira
        Somado a este fato, a maior parte dessas empresas está concentrada na região Sudeste. Portanto, é evidente a falta de investimento e estrutura em outras regiões do Brasil, principalmente Norte e Nordeste, para comportar essas iniciativas que visam melhorar o modo como a educação é aplicada na sociedade. Ademais, a burocratização para a aquisição desse projeto, em especial nas escolas públicas, se torna um entrave para a inserção das startups na educação. No entanto, algumas empresas já conseguiram vencer esses desafios, a exemplo da Mira Educação, que visa combater a evasão escolar na rede pública. Ou seja, o interesse das startups em adentrar o mercado da educação é evidente, apesar de todos os reveses
        Dado o exposto, é necessário que o Estado tome providências para atenuar tal quadro. Para tal, urge que o Ministério da Educação em parceira com o Ministério da Ciência e Tecnologia intensifiquem verbas para startups, por meio de leis para a educação e desenvolvimento, para que essas empresas consigam se expandir pelo Brasil, de modo a não se concentrarem apenas na região sudeste. Além disso, criar em instituições de ensino públicas estruturas que consigam suprir às necessidades dessas empresas, por meio de aquisição de computadores, capacitação de professores e materiais digitalizados e incentivar o setor privado por meio de campanhas a fazer o mesmo. Somente assim, será possível o pleno desenvolvimento da educação na sociedade brasileira.