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    Na história da humanidade, a educação começou a ser praticada de forma profissional com os sofistas (no mundo antigo), sendo certo que, com a Revolução Francesa, tal ensino ensino fora, pelo menos em tese, expandido à toda população. Porém, com as revoluções tecnológicas, há vozes que prometem, no Brasil e no mundo, a substituição do tradicional método de ensino por outros digitais, oferecidos por empresas startups.
        Em primeiro lugar, é importante mencionar que essa tendência de sucessão não é um mito e tem fundamento social. De fato, uma parte da população acredita que, como Pierre Bordieu, as escolas viraram espaços de violência. Por isso, defendem que agressões, bullying, pedofilia e doutrinação ideológica têm sido motivos suficientes para tirarem seus filhos das escolas, passando a fornecer educação em casa, seja por meio de professores particulares ou de sítios eletrônicos, como o "Khan Academy".
    
          Aliás, essa ideia foi elevada ao plano de política pública com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, o que, por ser um tema muito recente, tem gerado grandes debates. Isso ocorre porque, se por um lado a plataforma digital poderia reduzir despesas com professores, bem como poderia melhorar a qualidade educacional (por meio de vídeos, hipertexto e aplicativos específicos), por outro, promoveria desemprego em massa. Todavia, embora haja essa questão, o fato é que ela não tem impedido, segundo a Associação de Startups Brasileiras, o surgimento de cerca de 364 empresas no ramo educacional, superando, inclusive, o de tecnologia.
          Portanto, é de se crer que o sistema educacional atual eventualmente será sucedido por empresas digitais. Por isso, o Ministério da Educação, com vistas no futuro, deveria fazer parcerias com universidades públicas brasileiras, com a finalidade de que docentes e discentes pudessem elaborar uma plataforma digital adequada ao contexto brasileiro. Desse modo, crianças e adolescentes, no futuro, poderão aprender conteúdos pedagógicos por meio de vídeos, hipertextos e outras ferramentas. Assim, não ficaríamos atrasados e melhoraríamos a qualidade do ensino.