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    Os recentes resultados do Brasil no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) revelam dados desanimadores referentes aos índices educacionais do país em ciências, linguagens e matemática. Nesse contexto, o surgimento das chamadas ''Startups'' se mostra uma forma sustentável e eficiente para repensar e modernizar a educação em um ambiente de recursos escassos. Assim, a burocracia do poder público e os excessos tributários para a abertura de novas empresas são os responsáveis pela atual precariedade do sistema de ensino.
      Nesse sentido, é fato que hoje no Brasil a crise na educação é institucional. Isso porque ainda hoje ela está fincada em um pensamento para atender a demanda da industrialização, herança dos primórdios da segunda revolução industrial, que, na tentativa de padronizar e tornar iguais todos os estudantes, os afastam do prazer da aprendizagem. Assim, a tendência de mudança e modernização no mercado de trabalho aponta para a urgente necessidade de incentivar o papel da iniciativa privada na educação, já que o uso da tecnologia otimiza o processo pedagógico e constrói uma cultura de inovação e criatividade, na medida em que dá mais liberdade e flexibilidade para o aluno. Esse cenário, contudo, esbarra na grande carga tributária brasileira que inviabiliza práticas empreendedoras e desestimula o crescimento econômico e educacional do país.
       Além disso, é importante destacar que, como cerca de 80% das escolas de ensino básico são públicas, as barreiras burocráticas no ensino e nos processos de licitação são responsáveis pelo engessamento do sistema. Nesse contexto, Sir Ken Robinson -importante educador americano- em uma de suas palestras no TED, cita um estudo que concluiu que 98% das crianças em idade pré-escolar tinham um nível de imaginação comparável ao de um gênio. Ao chegar na fase adulta, no entanto, apenas 2% mantiveram o mesmo nível. Isso por si só já revela a ineficácia e a falência do sistema tradicional de ensino, que aprisiona os jovens e retira deles a  sua capacidade de inovação. Por esse motivo, olhar para o futuro e valorizar processos mais eficientes e mais próximos da realidade dos estudantes é o caminho para reverter essa problemática.
      Para isso, é importante que o Ministério da Educação atue com a captação de investimentos para a educação básica, por meio de aquisição de novas tecnologias nas escolas e parcerias com a iniciativa privada, a fim de monitorar resultados, promover projetos integradores e desenvolver habilidades criativas nos alunos. Ao mesmo tempo, é crucial que o Poder Legislativo atue com a redução de impostos e burocracia para abertura de Startups no Brasil, incentivando práticas empreendedoras para que, com liberdade e eficiência, a educação retome seu caminho de crescimento.