O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.

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    Sustentabilidade e segurança
     Desde a popularização dos automóveis particulares a partir da disseminação do ´´american way of life`` (estilo de vida americano), durante a década de 1920, o número de carros privados nas vias tem aumentado ininterruptamente. No século XXI, devido a problemas de congestionamento causados pelo excesso de veículos em trânsito, diversas empresas emergentes de base tecnológica - startups - brasileiras têm criado projetos para alterar a situação. Todavia, algumas questões devem ser analisadas, das quais destacam-se as consequências ambientais desses projetos e a legislação voltada para a segurança dos indivíduos. Assim, é necessário discorrer sobre o papel das startups na mobilidade urbana brasileira.
    
       Segundo Émile Durkheim, famigerado sociólogo francês, a sociedade é coerciva e influenciadora do indivíduo. Sua teoria aplica-se à situação apresentada na medida em que os idealizadores de projetos das startups, influenciados pela necessidade de melhorar a circulação nas vias de maneira imediata, fazem surgir ideias viáveis economicamente e no quesito de rapidez, mas que são agressivas ao meio ambiente, como a criação de novas rotas para veículos particulares. Consequentemente, os indivíduos percebem avanço na circulação, porém têm sua qualidade de vida afetada pelos impactos ambientais.
       Outrossim, a segurança individual precisa ser discutida, uma vez que alguns projetos inovadores das startups - como a disponibilização de patinetes elétricos em São Paulo, pela empresa Gris - têm legislação ineficaz ou nem mesmo a possuem. Logo, pela falta de regras coercivas e fiscalização dos meios de transporte alternativos, a segurança do indivíduo não é garantida. A necessidade de intervenção e criação de leis nesse sentido é comprovada pelos 125 acidentes com patinetes, bicicletas e afins registrados entre janeiro e maio na cidade de São Paulo, de acordo com o Corpo de Bombeiros.
       Portanto é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente reforce os limites das áreas de preservação ambiental por meio do enrijecimento das leis de proteção às mesmas, de modo a impedir a efetivação de projetos que invadam e ameacem as regiões preservadas. Ademais, é de suma importância que o Ministério da Segurança Pública, em parceria com as prefeituras, regulamentarize os meios de transporte alternativos, como patinetes, pela exigência do uso de equipamentos de segurança e fiscalização dos limites de velocidade estabelecidos para tais veículos, em prol de garantir a integridade de quem os utilize. Com essas medidas, o papel das startups na mobilidade urbana brasileira será exercido de forma sustentável e segura.