O papel das startups na mobilidade urbana brasileira.

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    "Penso que cegamos, penso que estamos cegos, cegos que veem, cegos que vendo não veem". O trecho do romance "Ensaio sobre a Cegueira" de José Saramargo critica a alienação de uma sociedade invisual. Analogamente, tal obra atemporal assemelha-se ao cenário contemporâneo, quando o corpo social não enxerga a influencia benéfica das startups na mobilidade urbana brasileira. Nesse contexto, é necessário analisar como fatores como a inobservância governamental e herança histórica social causam a problemática em questão.
    
           A princípio, a negligência governamental é uma das principais causadoras do problema. Destarte, o iluminista Rosseau afirma o papel do Estado em garantir a igualdade jurídica para todos. Contudo, a prática deturpa a teoria, embora a Constituição assegure à população ao direto da acessibilidade e mobilidade, para milhões de brasileiros tal direito não é usufruído por meio do Estado. Em decorrência disso, como método de amenizar essa carência, as startups voltados ao compartilhamento de meios de locomoção se tornam uma saída para essa deficiência da Constituição .Dessa forma, evidencia-se a importância da atuação do Estado como forma de combater a problemática em questão.
    
          Não obstante, em decorrência da má mutabilidade fornecida pelo Estado, os aplicativos como Uber, 99Taxi, Yellow ou Gris se tornam uma fuga do caos da mobilidade urbana. "A maior descoberta da minha geração é: um ser humano pode mudar a sua vida mudando a sua atitude mental". O fragmento de William James ratifica a atitude mental como determinante para alcançar determinados objetivo. Assim, ao gozar do compartilhamento de veículos, por exemplo, haverá redução de tráfego de automóveis em horários de picos, mais vagas em estacionamentos e menor poluição, tendo em vista que boa parte dessas startups tem o uso de veículos que não emitem poluição, como bicicletas ou patinetes.
    
          Torna-se evidente, portanto, que o fator ameniza a deficiência dos preceitos morais e constitucionais. Sendo necessário a atuação das escolas, em virtude de serem instituições formadoras de caráter, em criar engajamento pedagógico por intermédio de palestras - tendo em vista sua capacidade de exercer influência no funcionamento das engrenagens sociais - administradas por professores e/ou secretária de mobilidade por meio de debates a fim de despertar o senso crítico nos alunos. Desse modo, será possível combater a cegueira dita por Saramargo.