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    Poluição do meio ambiente, contaminação e intoxicação. Esses são alguns exemplos dos problemas encontrados pelo uso indiscriminado dos agrotóxicos, visto que esse emprego nas plantações tornou-se presente na contemporaneidade. Ademais, a indefinição de leis que regulamente o uso de substâncias tóxicas incrementa a utilização irresponsável das mesmas e, infelizmente, verifica-se um impacto negativo na saúde pública do país. Logo, é necessário adotar medidas eficazes para inverter tal situação.
    
    Em primeiro plano, desde a Revolução Industrial, período caracterizado pela produção em massa, os agricultores buscam alternativas para aumentar a produção e diminuir a perda por pragas. Nesse sentido, com o objetivo de, cada vez mais, aumentar a lucratividade, os produtores utilizam defensivos agrícolas de forma inconsequente e, assim, observa-se um maior impacto ambiental. Dessa forma, fauna e flora são comprometidas por tais produtos, que por serem altamente tóxicos, exterminam outras espécies benéficas para a plantação. Como resultado disso, nota-se o desequilíbrio do ecossistema, o que causa ainda, extinção de espécies, além de poluição dos lençóis freáticos e do solo.
    
    Outrossim, é indubitável que a falta de definição do ente responsável pela fiscalização de substâncias tóxicas induz ao uso incontrolável. Nesse contexto, segundo John Locke, o Estado é responsável por manter e proteger todos os direitos do cidadão, como a vida e liberdade. Sob tal ótica, por ocorrer fragmentação dos órgãos responsáveis pela fiscalização, observa-se uma falta de controle do uso de agrotóxicos e, como resultado disso, conforme pesquisa divulgada pelo portal UOL no primeiro semestre de 2015, o Brasil é considerado o maior consumidor de pesticidas químicos no mundo. Consequente a isso, a utilização das praguicidas acarreta em alimentos contaminados, que ao serem ingeridos irá ocasionar problemas de enfermidades e, com isso, sobrecarregar as unidades públicas de saúde para contornar tal mazela.
    
    Por tudo isso, nota-se a necessidade de intervenções para alterar esse panorama. Desse modo é urgente que o Governo crie um órgão único para fiscalização da utilização de substâncias tóxicas. Tal ação deve ocorrer por intermédio de leis mais severas, tais como punir o produtor que utilizar a quantidade maior do que a permitida e estimular o uso de pesticidas orgânicos, a fim de reduzir os impactos ambientais e melhora na saúde pública. Afinal, somente com o engajamento de todos é possível transformar índices negativos em uma sociedade com um futuro melhor.