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    É de conhecimento geral que, atualmente, o uso de agrotóxicos é um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. É mediante tal questão que a degradação do meio ambiente é acentuada e muitas pessoas desenvolvem quadros graves de problemas de saúde. Nesse contexto, é indispensável salientar que a falta de fiscalização do poder público está entre as causas da problemática, haja vista que muitos alimentos são comercializados - morango - com concentrações de resíduos acima da permitida, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Diante disso, vale discutir a insuficiência da administração pública para com a regulação dos agrotóxicos e a importância da educação para o desenvolvimento da nação, bem como a atuação do Estado no âmbito da solução desse impasse.
         Em primeiro plano, analisa-se que o uso indiscriminado de agrotóxicos acarreta consequências multidimensionais, que pode ser percebida na contaminação do meio ambiente e de alimentos. Nesse sentido, o agrônomo Alexandre Von Hundboldt explica que o uso exagerado de defensivos agrícolas pode interferir na qualidade das bacias hidrográficas, na perda da biodiversidade do ecossistema e até na diminuição da expectativa de vida dos trabalhadores rurais. Aliadas a isso, as regulações federais  ineficientes que limitam o uso de agrotóxicos em plantações colaboram para a progressão da problemática, a julgar que, segundo dados do Instituto de Pesquisas de Campinas, nos últimos dez anos, a utilização de defensivos agrícolas aumentou em 70%. De maneira análoga, é possível perceber que, por falta de fiscalização pública, a proteção ao meio ambiente e aos cidadãos não é firmada.
         Outro ponto em destaque nessa temática é a relevância da educação para o desenvolvimento do país. Nesse sentido, o educador Paulo Freire sustenta a ideia de que se a educação não pode transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Contrariando esse conceito, nota-se que as escolas brasileiras atuam de modo mercantilista e deixam de lado o ensino do saber crítico. Por causa disso, muitas pessoas não sabem os reais perigos dos agrotóxicos e nem conseguem distinguir a qualidade dos alimentos. Nessa ótica, estudos do Ministério da Saúde indicam que mais de um milhão de pessoas foram contaminadas por agrotóxicos no ano de 2017. Sendo assim, é imprescindível uma mudança nos valores cognitivos da sociedade.
         Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para diminuir a utilização de agrotóxicos. Cabe ao Ministério da Agricultura criar um projeto para ser desenvolvido nas propriedades produtivas, de modo que sejam fornecidos agrônomos compromissados com medidas de cunho sustentável - rotação de culturas e controle biológico - para orientar os proprietários rurais durante a plantação. Com isso, a diminuirá a necessidade por agrotóxicos e, por conseguinte, o meio ambiente será preservado.