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    Não são poucos os fatores envolvidos na discussão acerca da utilização de agrotóxicos no Brasil e no mundo. De acordo com Martin Luther King, ativista norte-americano, toda hora é hora de fazer o que é certo. Entretanto, observa-se um distanciamento desse ideal na contemporaneidade, haja vista que o uso de agrotóxicos, produtos tóxicos nocivos para a saúde, aumenta cotidianamente. Logo, a fim de compreender o problema e alcançar melhorias, basta analisar os danos acarretados à vida humana e ao meio ambiente. 
       Em primeiro lugar,vale ressaltar que o consumo de agroquímicos proporciona riscos à saúde humana, principalmente, através da intoxicação. Vale salientar que, isso advém da ausência de fiscalização e da fragilidade legislativa. Com isso, intoxicações e manifestações de doenças, como problemas neurológicos, infertilidade, má formação fetal, endometriose e diversos tipos de câncer são frequentes. Para ilustrar, em 2006, os moradores e animais da cidade de Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, foram vitimas de intoxicação causada pela pulverização aérea do agrotóxico paraquat, proibido em diversos países. Nessa circunstância, nota-se uma contraposição com a frase de Aristóteles, "A base da sociedade é a justiça", uma vez que o direito social a uma alimentação saudável está sendo limitado.  
       Ainda nessa questão, é fundamental pontuar que, a aplicação massiva de produtos fitofarmacêuticos no Brasil iniciou-se na década de 60, na chamada Revolução Verde. Durante esse período, com a utilização de sementes geneticamente modificadas, desenvolvidas para aceitar determinados agrotóxicos, gerou-se uma dependência por parte dos produtores. Entretanto, apesar do desconhecimento de uma parcela da sociedade, o uso intenso e incorreto dessas substâncias provoca a degradação dos recursos naturais e um desequilíbrio ambiental no ecossistema. Nessa perspectiva, constata-se um cenário de risco no Brasil, tendo em vista que o país possui a Lei dos Agrotóxicos, que regulamenta a utilização de biocidas, considerada bastante permissiva em relação aos outros países. 
       Nesse sentido, ficam evidentes, portanto, os elementos que colaboram com o atual quadro negativo do país. O Ministério da Saúde deve fomentar a redução do consumo de agrotóxicos, por meio de palestras públicas e campanhas informativas, acerca das consequências resultantes do uso e as opções disponíveis para evitar o consumo, como as feiras agroecológicas, com o propósito de viabilizar o acesso à informação e aos alimentos saudáveis. É imprescindível, também, que a sociedade se mobilize, recorrendo a petições públicas online e manifestações sociais, com a finalidade de pressionar o Governo à coibir os defensivos agrícolas e implantar uma Política Nacional de Agroecologia, um sistema de produção sustentável, economicamente viável e socialmente justo.