O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Desde o início do século XVI, com a chegada oficial da colonização portuguesa no Brasil, cultiva-se a ideia de que nossos recursos naturais são infinitos. Desse modo, no Brasil do século XXI, o abuso no uso de agrotóxicos sustenta essa ideia. Nesse contexto, existem dois fatores que não devem ser negligenciados: a contaminação ambiental causada por essas substâncias e a questão da saúde da população que consome esses alimentos.
       Em uma primeira análise, cabe apontar que, o uso de agrotóxicos configura um problema para a fauna e flora brasileira, uma vez que, o abuso dessas substâncias pode ocasionar a contaminação do solo, água e ar, atingindo os animais e comprometendo a organização do ecossistema ali presente. Comprova-se esse fato por meio do crescente número de solos em processo de acidificação, já que o uso de agrotóxicos fragilizam-o e reduzem sua fertilidade e nutrientes, levando a acidificação do solo.
       Ademais, convém frisar que não é apenas o meio ambiente que sofre com a intoxicação por esses resíduos tóxicos. Nos seres humanos, esses produtos são a terceira maior causa de intoxicação no Brasil. Segundo o programa de Vigilância da Saúde das populações expostas a agrotóxicos da Unicamp (Universidade de Campinas) pelo menos 1,5 milhão de trabalhadores rurais são intoxicados nos seus locais de trabalho. Estudos recentes também mostram uma ligação entre a contaminação por essas  substâncias e problemas de saúde, como o câncer e problemas renais.
       Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática. É imprescindível que haja um descarte adequado e que a aplicação desses produtos seja feita de maneira prudente e rigorosa, sob a fiscalização do ministério da agricultura. Além disso, é importante que o governo federal em parceria com meios midiáticos promovam novas maneiras de proteger as culturas, a fim de diminuir os impactos ambientais e os riscos à saúde dos seres vivos.