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    O agrotóxico foi criado no início do século XX, durante a Primeira Guerra Mundial e fui utilizado com abundância durante a Segunda Guerra Mundial como uma arma química, ao término da Guerra, o agrotóxico começou a ser utilizado como defensivo agrícola. Com isso, os malefícios dos defensivos agrícolas para com a vida humana se tornam evidentes. Entretanto, mesmo sendo um grande fator de risco para a saúde, os agrotóxicos são utilizados em demasia na agricultura brasileira, o que salienta um sério caso a ser debatido. 
           Primeiramente, é válido ressaltar que a utilização dos pesticidas em larga escala é responsável por provocar sérias alterações na saúde dos indivíduos expostos a essa substância. De acordo com o Sistema de Informações de Agravos e Notificações (SINAN), os agrotóxicos foram responsáveis por 13982 intoxicações em 2017, e por 492 óbitos em 2016. Essas intoxicações podem ter sintomas leves, como dores de cabeça ou diarreia, ou sintomas sérios como hipertensão, problemas cardiovasculares e entre outros. Isso deixa explícito o caráter pernicioso dos pesticidas. 
           Além disso, os defensivos agrícolas não são deletérios apenas para a saúde humana, mas também são altamente nocivos ao meio ambiente. O agrotóxico, ao ser lançado nas plantações, pode penetrar no sono, alcançando os lençóis freáticos e os poluindo, contaminando, assim, a água. Ademais, o Ministério da Saúde, junto ao IBAMA, divulgou a relação entre agrotóxicos e o decrescente número na quantidade de animais polinizadores, em especial, a abelha, o que brevemente pode causar problemas devastadores para a flora, a fauna e a população humana. 
          Logo, torna-se claro os malefícios causados pelos pesticidas e se manifesta a necessidade da redução da utilização do mesmo, visto que a sua extinção não é viável. Para isso, o Ministério da Agricultura, através de leis, deve restringir a utilização de agrotóxicos e diminuir a quantidade máxima utilizada permitida dessa substância, dessa forma a taxa de alimentos contaminados diminuirá drasticamente –já que a contaminação se dá pelo abuso da utilização- e, consequentemente, diminuirá a taxa de intoxicação. Além disso, deve ser proposta também, pelo Ministério do Meio Ambiente, a utilização de pesticidas somente em locais apropriados, para que esses não possam contaminar lagos, rios, lençóis freáticos ou ameaçar a biodiversidade.