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    Desde seu Período Colonial, o Brasil tira seu sustento da produção e venda de alimentos, como café e cana-de-açúcar. No atual contexto, o país é um grande produtor de commodities e com o intuito de aumentar sua produção é cada vez mais notória a presença de defensivos agrícolas nos alimentos. Os agrotóxicos são substâncias nocivas e seu uso gera impactos à saúde humana e ao meio ambiente. Diante disso, se torna passível de discussão o uso dessas substâncias e os danos causados à sociedade. 
       Para Thomas Malthus, o crescimento populacional seria maior do que o de alimentos e em decorrência disso haveria fome. Com base nessa teoria os grandes agricultores fazem uso indiscriminado de agrotóxicos, alegando que sem eles não haveria alimento para suprir a necessidade da sociedade. Entretanto, ao contrário do que se pensa, o uso de defensivos agrícolas não garante alimento para o mundo, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), só no Brasil mais de 5 milhões de pessoas enfrentam o quadro da fome. Ademais, pesquisas feitas pelo Ministério da Saúde apontam que os agrotóxicos podem causar diversas doenças, como problemas neurológicos e motores. Sendo assim, não há segurança para o consumo dessas substâncias que além de intoxicantes possuem alto potencial carcinogênico. 
       Outrossim, segundo dados do Greenpeace, mais de um terço dos alimentos consumidos por brasileiros apresentam contaminação com agrotóxicos. Apesar dos riscos apresentados pelo uso de dessas substâncias, incentivos fiscais do Governo contribuem para a manutenção desse sistema em detrimento da agricultura orgânica que apesar de saudável é muito pouco disseminada no país. Nessa vertente, enquanto preocupam-se com a produção de soja e demais commodities a população fica à mercê de toxinas. 
         Fica claro, portanto, que a disseminação de agrotóxicos é algo extremamente perigoso para todo o mundo, o primeiro passo para transformar essa realidade é reduzir o consumo dessas substâncias. Para isso, é necessário que o Ministério da Agricultura identifique o produtor de alimentos, fiscalize e oriente através de campanhas sobre modos de produção sem agrotóxicos. É de extrema importância implantar e incentivar uma política agroecológica para produzir alimentos de qualidade e em quantidade suficiente para toda população. Em virtude disso, o economista João Bosco da Silva afirma: “A responsabilidade social e a preservação ambiental significam um compromisso com a vida”. Dessa forma, poderemos um dia ter uma alimentação rica e livre de agrotóxicos.