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    A Revolução Verde, datada da década de 1950, foi o conjunto de práticas para o melhoramento da eficácia do setor agrícola. Essa Revolução, significou a mecanização do campo e a utilização de novos aparatos para suplantar o mercado, como os agrotóxicos. Toda vida, na atualidade, os abusos vêm provocando consequências: a contaminação de pessoas e do ambiente. Em pequenos vilarejos no Brasil, a alta incidência de câncer alerta sobre os perigos do uso sem proteção adequada, bem como, o sistema de produção em monocultura contribui para os exageros e a poluição dos cursos d'água. 
        A teoria demográfica criada por Thomas Malthus, sustentava que o rendimento agropecuário seria insuficiente para suprir a demanda ocasionada pelo crescimento populacional acelerado. Entretanto, ele não contava com os avanços tecnológicos que ocorreriam nesse setor. Dentre esses avanços, está a aplicação de agroquímicos, que possibilitaram o aumento exponencial da produção, contribuindo para o barateamento e maior alcance dos alimentos. Contudo, nas últimas décadas, o uso passou a ser exorbitante, o que compromete tanto a saúde do produtor rural quanto do consumidor final. Na cidade de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, a cultura com o emprego em massa de agrotóxicos sem equipamentos adequados, colhe frutos nada saudáveis: grande parte dos pequenos lavradores da região desenvolveram inúmeras doenças respiratórias, de pele e, principalmente, câncer .
       Da mesma forma, o sistema de produção agrícola contribui para os altos índices na prática. Desde 2008, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos, sendo responsável por um quinto da parcela mundial. Com isso, desprende-se que a monocultura de exportação, principalmente de soja e milho, demanda um baixo preço em sua realização, sendo os químicos, alternativas conter a proliferação de pragas que comprometeriam a produtividade. Toda via, segundo pesquisa do laboratório de Geografia Agrária da Universidade de São Paulo, quase 30% dos agrotóxicos brasileiros são proibidos na Europa. Dessa forma, o baixo controle sobre a venda pode acarretar, também, consequências socioambientais como a poluição de lençóis freáticos, que atingem a população, e a mortandade da fauna e flora local.
       Os efeitos para a população e para o ambiente do uso sem precedentes aumentam a pressão sobre a tomada de medidas contedoras. Nesse cenário cabe, portanto, ao Ministério do Meio Ambiente, a expansão e aceleração do projeto de Segurança Química, com a implantação de leis mais rígidas relacionadas a venda dos produtos tóxicos, com o aumento da fiscalização das plantações e multa para quem for pego nas análises dos produtos. Da mesma forma, o SENAR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - com o manejo de verbas federais, deve atuar na capacitação dos produtores rurais no sistema de agricultura orgânica, como forma de incentivo do emprego do novo método.