O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Na segunda metade do século XX, os Estados Unidos da América desenvolveram uma nova maneira de impulsionar a produção agrícola mundial, no entanto, para alcançar esse fito, foram desenvolvidas diversas técnicas de manipulação de alimentos, com isso, a aplicação de agrotóxicos tornou-se uma das práticas mais disseminadas pelo projeto estadunidense. Nesse sentido, atualmente o uso indiscriminado dos agrotóxicos tem motivado diversos problemas, principalmente no que concerne a destruição dos ambientes naturais e a fragilização da saúde daqueles que entram em contato direto ou indireto com essas substâncias.
     Nesses termos, torna-se necessário analisar o cenário que compõe a usabilidade ubíqua dos agrotóxicos no Brasil. Assim sendo, segundo dados coletados pela Unicamp, existem, na zona rural, cerca de 1,5 milhão de trabalhadores intoxicados devido a minipulação direta e errônea dos agrotóxicos. Tal situação, aliada a constante necessidade do desenvolvimento de agrotóxicos mais fortes, posto que o processo de seleção natural gera a cada dia pragas mais resistentes, faz com que seja alavancado o número de prejudicados nas regiões agrárias, aumentando, dessa forma, o número de mortes por contaminação.
       Diante das partes mencinadas nos autos, é importante grifar os aspectos predatórios que as novas práticas de plantio causam ao ambiente e, consequentemente, para a saúde da população brasileira e mundial. Segundo o filósofo Sigmunt Freud, o homem busca o controle da natureza para obter riquezas. Com essa assertiva, o filósofo traduziu em poucas palavras os motivos que impulsionam os latifundiários a destruírem os grandes biomas em prol do aumento produtivo. Atualmente, expressivas partes do cerrado brasileiro são degradadas por causa da produção alimentícia e, não obstante, os alimentos cultivados chegam aos pratos dos consumidores com taxas excessivas de agrotóxicos, conforme analisou  um recente estudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
      Sendo assim, fica claro que há muito de ser feito para a erradicação dos processos da atual expansão desordenada do modus operandi das atividades agrícolas. Portanto, o Governo Federal deve fornecer maiores investimentos para os orgãos de pesquisas do setor agrícola, como, por exemplo, a Embrapa, fornecendo aos pesquisadores oportunidades de estudarem o assunto em países que são exemplos no uso adequado dos agrotóxicos, como o Japão e os EUA, fazendo-se isso, o Brasil trabalharia efetivamente para a diminuição das contaminações pela interação direta com os agrotóxicos no campo. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente em consonância com o Ministério da Saúde poderiam desenvolver melhores mecanismos de fiscalização dos ecossistemas e da qualidade final dos produtos.