O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Durante a Revolução Industrial é possível observar a crescente expansão das cidades e o crescente aumento da população humana e, consequentemente, a necessidade de uma maior produção de alimentos. Segundo a teoria malthusiana do economista Thomas Malthus, a população mundial cresce em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos cresce em progressão aritmética, ou seja, a produção de alimentos não seria suficiente para abastecer toda a população após determinado período. Devido aos avanços tecnológicos durante os anos posteriores, como, mais recentemente, o desenvolvimento de inseticidas e outros agrotóxicos, a situação prevista por Malthus não se concretizou. Entretanto, tais substâncias vêm sendo usadas em excesso, trazendo consequências para a sociedade rural e urbana, tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo.
     Também chamados de defensivos agrícolas, os agrotóxicos são substâncias químicas usadas para defender a plantação de insetos e outras pragas que podem comprometer o rendimento da colheita. Logo, é certo que as pessoas mais afetadas por essas substâncias são os trabalhadores rurais por estarem mais expostos à elas, fato comprovado pelo Programa de Vigilância da Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos, da Universidade de Campinas (Unicamp).
     Segundo pesquisa, entre 2005 e 2014, o uso de agrotóxicos nas lavouras brasileiras subiu significativamente, a fim de acompanhar a demanda por alimentos fato que contribuiu para o país se tornar o terceiro maior consumidor do mundo. Esses alimentos que receberam as substâncias são então vendidos, chegando assim às residências da maioria da população que compra alimentos em supermercados, por exemplo. Embora os agrotóxicos ajudem à aumentar a produção, a grande problemática está nos riscos à saúde que esses defensivos agrícolas podem causar. Segundo pesquisa realizada pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), entre 2005 e 2012 o Brasil teve 114.598 casos de intoxicação aguda por agrotóxicos.
      Embora o uso de agrotóxicos tenha aspecto positivo sobre a economia e garantem que a produção continue acompanhando o crescimento em progressão geométrica da população, os riscos à saúde humana são inegáveis. Portanto, cabe ao Ministério Público e aos órgãos do Ministério da Saúde e do Meio Ambiente realizarem campanhas com o intuito de conscientizar a população sobre os riscos que essas substâncias oferecem, visto que tais informações não são expostas de maneira clara e objetiva nas embalagens dos produtos, por exemplo. Além disso, uma melhor fiscalização no campo e nos pontos de vendas desses produtos, a fim de garantir que não há ultrapassagem da quantidade permitida de agrotóxicos também é necessária.