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    Durante a segunda Guerra Mundial, o autor austríaco Stefan Zweig migrou-se para o brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem acolhido e deslumbrado com o potencial do novo lar, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje debatido: ''Brasil, o país do futuro''. Contudo, no mundo pós-moderno, quando se observa o intensivo uso de agrotóxicos nocivos a  saúde e ao meio ambiente, além da falta de controle sobre a utilização dos mesmos, percebe-se que essa profecia não saiu do papel.
     Conforme o sociólogo alemão Dahrendorf, a anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade. De maneira análoga, é indubitável que a legislação brasileira sobre o uso de agrotóxicos tornou-se um exemplo dessa anomia, posto que ela não só permite que trabalhadores rurais sejam diretamente expostos aos venenos como também não garante a segurança dos consumidores. Assim uma mudança nas leis referentes aos pesticidas é imprescindível para transpor os malefícios causados por eles.
     Outra questão relevante, nessa temática, são os dados da Friocruz que explicitam o elevado uso de agrotóxicos no país e seus riscos, mais de 20 intoxicações diárias e aproximadamente 25 mil crianças envenenadas desde 1999. Depreende-se, portanto, o perigo que o uso exacerbado de agrotóxicos representa para a sociedade brasileira, sendo necessário então, maior fiscalização sobre tais produtos.
     Nesse sentido, urge que a Câmara dos deputados torne mais rígidas as leis acerca do uso de pesticidas visando coibir venenos/quantidades que ofereçam riscos a saúde dos brasileiros. De resto, cabe ao Governo Federal enviar autoridades da Policia Federal ou da Anvisa para áreas de agronegócio com o intuito de garantir que a segurança dos trabalhadores e as leis estão sendo respeitadas. Dessa maneira, o Brasil não só minimizaria os efeitos do agrotóxico como também daria passos importantes em direção ao país tão sonhado por Zweig.