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    Desde a Revolução Verde, de 1970, houve um grande aumento do uso de agrotóxicos na produção agrícola do Brasil e do mundo. Mas será que esses agrotóxicos não estão trazendo malefícios preocupantes à saúde das pessoas? Como dizia Hamlet, eis a questão. Nesse cenário, dois aspectos são preponderantes: a falta de educação alimentar e os prejuízos ambientais causados pelos agrotóxicos.
         Diante dessa conjuntura, é imprescindível destacar que a formação educacional do brasileiro mostra-se ineficiente no que diz respeito a formar uma visão crítica sobre a sua própria alimentação. Tal ineficiência, fruto de um sufrágio inconsciente e de políticas públicas que visam ao resultado de curto prazo, claramente está em desacordo com o projeto do educador Paulo Freire, de que a escola deve formar o aluno com o um agente de transformação social. Se assim acontecesse, a população pressionaria o governo para ser rigoroso na regulamentação dos agrotóxicos.
           Ademais, deve-se destacar que o prejuízo ambiental causado pelo uso de agrotóxicos é como a ação do vírus do tremor epizoótico dos ovinos: ocorre lentamente, mas causa graves consequências. Esse prejuízo, associado ao ideal marxista da economia como determinante da sociedade, cria um cenário preocupante de degradação ambiental no Brasil e no mundo, colaborando com o avanço do aquecimento global. 
        Portanto, visto que o uso de agrotóxicos é um grande problema, evidencia-se a necessidade de alguma mudança. É preciso que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, financie campanhas educacionais nas escolas. Tais campanhas contarão com ampla divulgação midiática e incluirão o ensino dos malefícios dos agrotóxicos para a saúde e para a natureza. Isso pode ser feito por meio de palestras, debates, dinâmicas e jogos que terão o intuito de induzir os alunos a uma conduta alimentar e social prudente. Assim, certamente, a questão dos agrotóxicos não será mais preocupante.