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    Agrotóxicos: perigos à natureza x lucratividade facilitada
    
          Comissões na Câmara dos Deputados, visando votar alterações para flexibilizar a Lei dos Agrotóxicos no Brasil, recrudesceram debates a respeito do uso de pesticidas por diversos países. Posto que do uso desses defensivos decorrem consequências para a saúde humana e para o meio ambiente - segundo alertam pesquisas da FIOCRUZ e FDA (EUA) - mas também por ser um setor que demanda grande produtividade e que reverte bilhões de dólares para o PIB de muitos países, discussões elucidativas tornam-se fulcrais.
    
             Visto que a agricultura moderna subverte a ordem natural dos ecossistemas; crescendo a oferta de alimentos, ocorre, por simples consequência biológica, o aumento dos predadores naturais, as pestes e, para contê-las, passou-se a usar agrotóxicos; consequência direta do crescimento populacional. Entretanto, diferente do ideário comum, pesquisadores da ONU, recentemente, comprovaram que 94% das fazendas, na França, não perderiam nada em produtividade caso deixassem de utilizar pesticidas; ao invés disso, 40% das mesmas aumentariam suas produções, caso os trocassem por outros meios de controle. Deixando claro que há alternativas aos métodos tradicionais (os quais segundo a FIOCRUZ e a FDA relacionam-se com intoxicações e aumento da incidência de cânceres). Todavia, o extensivo uso de agrotóxicos, principalmente nos países periféricos, comprovam a lei do mínimo esforço e a submissão à indústria química alinhada ao capitalismo a qualquer custo.
    
               Ademais, caso ocorra as mudanças na referida lei, o Brasil caminhará contrariamente à tendência dos países desenvolvidos em relação ao uso de defensivos. Isso porque, enquanto a União Europeia proíbe o uso de grande parte dos defensivos, os deputados brasileiros aprovam o uso dos pesticidas mais nocivos e/ou menos pesquisados em relação ao seus efeitos negativos - estratégia para aumentar os lucros advindos das commodities agrícolas. É relevante, também, destacar o fato dos agricultores, em muitos países subdesenvolvidos, tal como no Brasil, não respeitarem as normas de aplicação, descarte das embalagens, nem as orientações de colheita pós-uso desses produtos, comprometendo a Segurança Alimentar, que inclusive perpassa a qualidade dos alimentos.
             Em síntese, faz-se mister que o Ministério da Agricultura promova debate televisivo - livre de ideologias - quanto ao uso dos defensivos, garantindo, então, o esclarecimento populacional, para que a mesma possa votar, em plebiscito, as requeridas alterações na Lei dos Agrotóxicos. Além disso, é de suma importância que os agricultores modernizem métodos pesticidas, bem como sejam devidamente fiscalizados e autuado pelos governos mundiais, assegurando, pois, a Segurança Alimentar.