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    Plantações extensas que geram produtos colhidos com maior rapidez é um desafio que a indústria do agronegócio enfrenta há anos. Entretanto, um dos passos para a solução é um produto nocivo à saúde: os agrotóxicos. Além disso, como afronta ao poderio do Ministério da Saúde, criou-se um projeto de lei em 2018 sobre a diminuição de critérios avaliativos da qualidade de agrotóxicos para uso nacional. Nesse contexto, deve-se avaliar como o lucro de empresas influencia no uso descontrolado de agrotóxicos e como isso resulta na sociedade consumidora.
    A exacerbada busca de maiores lucros, para que o Brasil ascenda em relação ao mercado internacional, resulta no uso irresponsável de produtos químicos nos alimentos hortifruti. Em outras palavras, empresários e o Ministério da Agricultura aprovam a utilização de 5 dos 10 agrotóxicos proibidos em outros países por causa do perigo à humanos e ecossistemas. O que oficializa, indubitavelmente, o Brasil como o 3° maior consumidor de agrotóxicos do mundo.
    Como resultado, foram registradas 5.500 vítimas de intoxicação por agrotóxicos no território nacional, significando quase o dobro do registrado nos últimos 10 anos, que somava quase 2.500 mortes, com base nos dados publicados pelo jornal Justificando. Assim, decerto, comprova que o Ministério da Agricultura, órgão pelo qual julga-se apto para controle dos agrotóxicos caso seja aprovado o projeto de lei idealizado em 2018, deve abdicar tal poder para o Ministério da Saúde, órgão pelo qual é oficializado para essa função desde a criação da lei de agrotóxicos em 1989.
    Portanto, torna-se evidente que a questão do uso de agrotóxicos ultrapassa os limites da saúde e alcança o patamar de objeto da economia brasileira. Em razão disso, o Ministério da Saúde deve promover campanhas em jornais, redes sociais e televisão informando os produtos mais acometidos pelo veneno para que, assim, os consumidores reduzam, ou até mesmo paralisem, a compra de tais produtos nocivos à saúde. Por analogia, o lucro capitalista não sobressairá a saúde da população.