O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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          Segundo Paul Watson, co-fundador do Greenpeace, inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. Nesse sentido, ao analisar o pensamento e o relacionar com a conjuntura nacional e mundial é possível afirmar que o intelecto humano está em declínio, visto o expressivo uso de agrotóxicos - motivado por questões econômicas e políticas -, apesar do ônus ecossistêmico e à saúde do homem. Assim, é imprescindível que tais compostos sejam fiscalizados por agentes pátrios e internacionais.  
          Isto posto, é vital esclarecer que a manutenção do uso de agrotóxicos ocorre pela sua propriedade de aumentar a produção ao remediar pragas, dado que, conforme a lógica de uma sociedade capitalista obter capital é a prioridade. Desse modo, é do interesse dos latifundiários utilizar seu poder político para conservar os defensores agrícolas dentro da lei, já que, desde o Império Romano é visível que posse de terras e influência nos assuntos do Estado são tangentes entre si. Em síntese, os efeitos negativos de tais produtos são ignorados por questões monetárias, um exemplo óbvio do que o sociólogo Zygmunt Bauman julga ser uma das principais características da pós-modernidade: o individualismo. 
          Dado o exposto, Jean Paul Sartre, filósofo e escritor francês, foi contundente ao afirmar que o homem está condenado a ser livre, posto que, uma vez lançado ao mundo ele é responsável por tudo o que faz. Dessarte, as consequência do individualismo da humanidade em sua relação com os agrotóxicos são visíveis em larga escala, haja vista, o resultado de pesquisas como a realizada pela Universidade Estadual de Campinas que afirma que 1,5 milhões de trabalhadores rurais brasileiros estão intoxicados pelo contato com esses produtos. Ademais, como agravante da problemática a poluição do lençol freático, assim como a de rios e lagos, é outro subproduto do mau uso que os produtores fazem de sua liberdade, tanto no Brasil quanto no mundo.
          Em conclusão, para tornar o homem mais inteligente, consoante Paul Watson, atores nacionais e globais devem agir para controlar o uso de agrotóxicos. Portanto, o Governo Federal deve, por meio de um decreto, ampliar a verba para a pesquisa de alternativas eco sustentáveis aos agrotóxicos, no intuito de viabilizar que a longo prazo seja possível retirar esse produto e suas consequências nocivas da cadeia produtiva do agronegócio. Em outra frente de ação, a Organização das Nações Unidas deve, através de um trabalho diplomático, estabelecer metas mundiais para a redução do uso de defensores agrícolas e o tratamento das sequelas humanas e ambientais de sua utilização, a fim de alcançar um status quo favorável.