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    Em meados do século XX, países como Brasil e México acompanharam um processo de intensas mudanças na agricultura diante do contexto da revolução verde. Esse projeto modificou os métodos de cultivo ao implementar uma série de insumos para a produção. Dentre essas inúmeras ferramentas, destacam-se os agrotóxicos, os quais propiciam um aumento significativo da produtividade. Apesar dos benefícios resultantes dessa elevação, problemas relacionados a essa questão existem e precisam ser analisados.
         É importante avaliar, primeiramente, esses reveses a partir da crítica situação ambiental promovida pelo uso intensivo dos defensores agrícolas. Para melhor compreender esse cenário, é preciso associa-lo ao fenômeno da seleção natural. De acordo com o evolucionista Charles Darwin, os processos naturais de seleção beneficiam a sobrevivência dos seres mais aptos e resistentes. Nesse sentido, o uso de agrotóxicos, produtos químicos voltados para a eliminação de pragas, promove o extermínio das linhagens vulneráveis ao produto e aumenta aquelas menos sensíveis ao veneno. Diante disso, as próximas lavouras demandarão um químico mais agressivo, aumentando os riscos associados a essa prática.
        Cabe notar, também, que, mesmo diante dos problemas desses produtos, o Brasil continua investindo nesse tipo de insumo agrícola, em uma clara irresponsabilidade socioambiental. A opção por essa postura deve ser entendida a partir da grave crise econômica dos setores industriais, que atingiu o país em 2014. Em meio a essa realidade, houve um processo de reprimarização da economia brasileira, ou seja, a riqueza nacional voltou a ser baseada na agropecuária. Logo, para que houvesse um aumento da produtividade, a exploração de defensivos agrícolas elevou-se em 75% nas últimas décadas, segundo estatísticas de grandes veículos de notícias nacionais.
        Fica claro, portanto, que mudanças nesse quadro crítico relacionado aos agrotóxicos devem ser buscadas. Para tanto, o ministério da agricultura pode investir em pesquisas agrícolas nos grandes centros universitários, a fim de que sejam desenvolvidos novos estudos sobre transgênicos, por exemplo, o qual poderá se tornar uma medida alternativa ao uso de defensivos agrícolas, diminuindo os impactos socioambientais diretos. Além disso, o governo federal também pode se reunir com os setores industriais com o intuito de criarem um cenário favorável ao segundo setor, eliminando a dependência econômica da agropecuária.