O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Durante o século XX, o mundo passou por inúmeras transformações, principalmente no período da Guerra Fria, onde países socialistas e capitalistas disputavam a influência mundial e visavam mostrar qual melhor sistema a ser seguido. Dentre os avanços, a revolução verde ganhou destaque em 1950, partindo do território norte-americano, promovendo um vasto aumento na produção agrícola através da melhoria de sementes e técnicas, incluindo os agroquímicos. Sob esse viés, convém analisarmos os perigos do uso intensivo de agrotóxicos para a saúde dos brasileiros.
      Primordialmente, cabe ressaltar que a utilização dos agrotóxicos tinha o intuito de aprimorar a produção agrícola. Uma reportagem vinculada ao G1 aponta que, por ano, uma pessoa consome 7.3 litros de agroquímicos. Com o objetivo de melhorar a produtividade, agricultores utilizam substâncias a fim de promover maior durabilidade. Contudo, alimentos ainda chegam estragados e com baixa qualidade na mesa do consumidor, contraste inviável para a saúde da população.
      Outrossim, a intensificação do uso de agrotóxicos tem promovido uma piora na saúde do brasileiro. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, não existem doses seguras, já que os agroquímicos se acumulam gradualmente no corpo, podendo causar problemas neurológicos, motores e mentais. Uma pesquisa realizada pelo órgão encontrou altos níveis de substâncias agroquímicas no leite materno. Uma prática que visa fortalecer o organismo de um bebê está ameaçada pelo avanço a qualquer custo.
      Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para reverter essa problemática. O Ministério da Justiça, deste modo, deve unir-se ao Ministério da Fazenda na elaboração de um projeto de lei que estabeleça quais substâncias e a quantidade que poderão ser utilizadas. Deve ser criada uma equipe de fiscalização intensiva e o descumprimento deverá acarretar em multas e até o fechamento do estabelecimento. Espera-se com isso, diminuir o uso ilimitado de agrotóxicos utilizados pelos agricultores e possíveis doenças futuras causadas pelos mesmos.