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    Com o surto demográfico brasileiro e mundial ocorrido sobretudo na após a revolução industrial, houve, naturalmente, uma crescente demanda por recursos para a manutenção da sociedade. Essa situação gerou alguns impasses como, por exemplo, os limites para o uso do agrotóxico.  Diante disso, é necessário analisar toda a dinâmica desse problema no mundo e no Brasil, para, enfim, encontrar caminhos para superar a dialética do uso de insumos agrícolas.
      Em primeira abordagem, é necessário enfatizar, sob o aspecto global, o uso de maneira inadequada, dos agrotóxicos por parte dos agricultores.Nesse viés, muitos produtores responsáveis pela aplicação do produto não possuem capacitação técnica para a realização desta. Por isso, em muitas plantações, há uma superdosagem de produtos químicos, comprometendo a qualidade do alimento e colocando em risco a saúde de quem consome. Embora esse problema tenha proporções maiores em países subdesenvolvidos, tal situação também é encontrada em países desenvolvidos como os EUA, por exemplo. Posto isso, a orientação de uso de agrotóxicos no campo para pequenos produtores torna-se fundamental para a solução do problema.
       De igual modo, é importante ressaltar, no panorama brasileiro,a grande ineficácia do Estado em regulamentar e fiscalizar, de maneira eficaz, o uso de agrotóxicos. Esse problema se deve, em grande parte, à força da bancada ruralista no congresso brasileiro, a qual defende a não intervenção do estado sobre a produção agrícola por meio da flexibilização das leis que regulamentam essa prática. Além disso, apesar da interação campo-cidade ser cada vez mais intensa, ainda há uma grande dificuldade de fiscalização no campo causada pelo isolamento entre as  propriedades rurais e a sede de órgãos governamentais incumbidos de fiscalizar esse processo como, por exemplo, a ANVISA. Perante a isso, fica evidente a indispensabilidade de revisão da ação Estatal no que concerne à fiscalização do uso de insumos agrícolas para,enfim, colocar um basta no problema.
          Diante dos fatores analisados, entende-se os desafios do uso dos agrotóxicos não só no mundo como, também, no Brasil. Por isso, na perspectiva brasileira, o Estado, na figura do Ministério da Educação, deve combater esse problema, aliado às escolas de agronomia, incluindo, na grade acadêmica, a ministração, por parte dos graduandos, de palestras no campo sobre o uso de insumos, direcionadas a pequenos produtores, a fim de que estes se tornem capacitados a aplicação do produto e consciente de seus prejuízos não só à saúde humana como à diversidade ecológica. Seguindo tais passos, os impactos do uso de agrotóxicos serão minimizados, credenciando o Brasil e o mundo como um lugar sustentável.