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    Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um um se mobiliza com o problema do outro, entretanto, quando se observa o uso excessivo de agrotóxicos, verifica-se que esse ideal e constatado apenas na teoria e não desejavelmente na prática. Desse modo, é imprescindível a análise da utilização de pesticidas nos aspectos do ambiente e da saúde, a fim de buscar melhores perspectivas para o bem comum.
            Sob esse viés, é indubitável que na segunda metade do século XX, a Revolução Verde proporcionou um exponencial aumento da produção de alimentos e, dentre as diversas novas técnicas, o uso de agrotóxicos foi fundamental para esse avanço. No entanto, é perceptível que, nos dias de hoje, o uso exagerado de pesticidas têm sido o causador de problemas ambientais, a exemplo da poluição de rios, lençóis freáticos, bem como a morte de insetos polinizadores. Nesse sentido, com a inércia desse panorama, a tendência é a contaminação do bioma aquático, com toda a sua fauna e flora, como também, a extinção de diversas plantas frutíferas, cuja reprodução depende exclusivamente dos agentes polinizadores.
              Além disso, o uso indiscriminado de agrotóxicos representa um perigo para a saúde, tendo em vista que são sustâncias venenosas e, consequentemente, nocivas para a humanidade quando em excessivo contato. No Brasil, segundo o Programa de Vigilância da Saúde Das Populações Expostas a Agrotóxicos, produtos com pesticidas representam a terceira maior causa de intoxicação e podem ser os desencadeadores de diversas doenças graves, como câncer, Alzheimer e Parkinson. Logo, além de ser um fator preponderante de degradação ambiental, a utilização desordenada de agrotóxicos é uma preocupante questão de saúde pública e, como reflexo, configura um empecilho para o bem-estar da população.
            Não poderia estar mais certo, portanto, Thomas Hobbes ao afirmar que e dever do Estado exercer poder para coibir os males na sociedade. Logo, é importante o Ministério da Agricultura, junto ao Poder Executivo, criarem uma comissão composta por profissionais da Saúde, do Direito e fiscais do governo, com a finalidade de combater efetivamente o uso acima do permitido de pesticidas, isso, por meio do acolhimento de denúncias e visitas trimestrais nas plantações. Ademais, é imperativo o Poder Legislativo outorgar um projeto de lei que obrigue os ruralistas a disporem um selo nas levas de colheita, informando o agrotóxico utilizado e a quantidade, dessa maneira, transparecendo ao consumidor e ajudando o Poder Público a controlar os excessos. Realizadas essas medidas, melhores perspectivas surgirão para o bem comum da sociedade brasileira.