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    Desenvolvidos durante a Primeira Guerra Mundial os agrotóxicos foram extremamente utilizados na Segunda Guerra Mundial, como arma química. Após o fim da guerra, estes passaram a ser utilizados como defensivos agrícolas. Desde então, o uso de pesticidas tornou-se frequente na agricultura, por conseguinte, causando grandes impactos na saúde e no meio ambiente em todo o globo terrestre, não se restringindo apenas a países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos.
        Ao propósito de sanar o problema da fome durante o período pós-guerra, surgiu na Europa a "Revolução Verde", que visava promover a agricultura gerando alimento para os famintos do mundo, esta política levou a uma grande contaminação ambiental, sem que a fome fosse extinta. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), os biocidas considerados muito perigosos já têm seu uso restrito em países desenvolvidos, em contrapartida essa restrição não é igualmente rígida nos países em desenvolvimento.
      Outrossim, A agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) alerta que um terço dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros estão contaminados, dentre os quais 28% apresentam componentes não autorizados. Sendo responsável por quase 115.000 registros de intoxicações agudas, em um período de 13 anos, os praguicidas causam impactos negativos na saúde dos agricultores e dos que consomem esses alimentos contaminados. Ademais, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) enfatiza o potencial cancerígeno dos agrotóxicos.
        O uso de defensivos agrícolas, portanto, necessita de uma melhor fiscalização. No caso do Brasil, cabe ao Ministério da Agricultura realizar um supervisionamento constante e rígido não apenas nos produtos que são utilizados, mas como estes são empregados também. O uso de práticas de plantio sustentável, como o uso de controle biológico, pode ser uma forma de controle alternativo à utilização de pesticidas, a fim de melhorar a qualidade de vida do agricultor e do consumidor.