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    Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, um quarto do solo do planeta está em estado de degradação definitiva por causa de atividades agrícolas e pecuárias . Tal dado é um reflexo da crescente aplicação de técnicas que usam produtos tóxicos para aumentar a produtividade, as quais geram inúmeras consequências tanto ambientais como de saúde pública. Tornando-se, imprescindível a discussão e tomada de ações interventivas sobre a questão.
              De acordo com o pensamento marxiano, a economia é a base da sociedade. Nesse sentindo, a agropecuária, que apresenta-se como a base da sociedade brasileira, leva os produtores a fazerem  tudo pelo lucro como utilizar agrotóxicos, vermicidas e fertilizantes de maneira inconsequente. No meio ambiente eles contaminam o solo, os rios e os lençóis freáticos e, por consequência, afetam a fauna e a flora, o que resulta em graves desequilíbrios ecológicos e na danificação de ecossistemas inteiros. Exemplo disso vê-se no cerrado brasileiro onde a implantação de produtos químicos no solo para melhorar a produção, sobretudo, da soja ocasionou a alteração irreparável de metade do território desse bioma_ prejudicando sua biodiversidade.
                Além disso, há outra problemática, que atingi ainda mais diretamente a população, acarretada pelo uso dessas técnicas. Tais produtos são extremamente perigosos para a saúde humana e, conforme o Ministério da Saúde(MS), causaram na última década mais de 110 mil intoxicações, sendo 25% desse número em crianças. Todavia, essas substâncias se encontram na água e na maioria das frutas, legumes e vegetais consumidos pelos habitantes, os quais desconhecem tal perigo.
                   Em síntese e de forma análoga a primeira lei de Newton, a qual um elemento tende a manter seu movimento até que uma força atue sobre ele, é imperiosa a aplicação de forças que parem a continuidade do problema. Para isso, torna-se necessário ações conjuntas de diversos órgãos e da sociedade civil. Primeiramente, é fundamental que o Ministério do Meio Ambiente(MMA) aumente as fiscalizações nas produções e torne mais severas as punições para o descumprimento da lei, para que, com isso, não haja espaço para infrações. Ademais, o MS em parceria com o MMA devem criar campanhas publicitária que informem a população sobre a situação e, assim, criem um movimento contra o uso de agrotóxicos na produção de alimentos. Outrossim, é recomendável que o Ministério da Agricultura, por meio de projetos, capacite os agricultores com técnicas sustentáveis de manejo agropecuário. E por fim, é indispensável a participação dos cidadãos cobrando de seus representantes e as instituições responsáveis tais medidas.