O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    A Revolução Industrial foi responsável pela expansão da agricultura e, posteriormente, pela introdução do agronegócio. Nesse contexto expansionista, houve o aumento da produção alimentícia e, consequentemente, fez-se necessário à inserção de agrotóxicos como auxiliares no combate a pragas. Entretanto, recentemente, tais produtos vêm sendo utilizados de forma indevida e excessiva, causando transtornos ambientais e comprometendo a saúde da população.
         Primeiramente, observa-se que o Brasil se tornou, em 2008, o maior consumidor de agroquímicos do mundo, dominado por empresas como Monsanto, Bayer e Syngenta, apresenta um percentual de uso equivalente a 5,2 litros de veneno por habitante ao ano, um número exacerbado quando comparado à produtividade agrícola desse território. Desse modo, o emprego exagerado e inadequado desses produtos é resultado, principalmente, da subordinação brasileira em relação a essas instituições, que por serem responsáveis pelo aumento da economia, acabam por “monopolizar” o país.
           Ademais, nota-se que a aplicação de defensivos agrícolas gera um círculo vicioso. Quanto mais se usa, maior o impacto ambiental e maior a necessidade de uso, em quantidades intensas e cada vez mais tóxicas. Dessa forma, fauna e flora são comprometidas por tais produtos, que por terem alta toxidade, exterminam outros tipos de vida que podem ser benéficas a uma lavoura, por exemplo, resultando em um desequilíbrio biológico, causando ainda, extinção de espécies, além da poluição aquática e dos solos. 
         A saúde também é prejudicada pela utilização de insumos químicos, visto que grande parte dos alimentos disponíveis estão contaminados, desencadeando assim, casos de intoxicações, que variam de aguda a crônica, além de paralisias e em situações mais extremas o desenvolvimento de um câncer, devido ao alto poder de mutação apresentado por esses insumos. O Instituto Nacional do Câncer afirma que não existe dose segura para a aplicação de pesticidas, e que estes podem se acumular no corpo, gerando problemas ainda mais complexos para o indivíduo.
         Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A utilização de agrotóxicos é bastante prejudicial e não agrega de forma positiva a vida da população, já que os malefícios superam vantajosamente alguns possíveis benefícios. Desse modo é dever do Governo restringir as aplicações o mais breve, visando à total proibição, “desmonopolizando” assim, o Brasil e evitando complicações no contexto ambiental e humano. A sociedade deveria optar por alimentos orgânicos e agroecológicos, evitando a ocorrência de doenças causadas pelo consumo de agroquímicos. Destarte, o país não possuirá desgastes devido à negligência de grandes produtores e consumidores de pesticidas.