O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Na atualidade, o rendimento da agricultura se encontra em proporções nunca antes imaginadas, tendo sofrido um crescimento acentuado nas últimas décadas. Após a Segunda Guerra Mundial, no contexto de uma Europa devastada e com população faminta, a perspectiva de um aumento na produção agrícola levantou interesse de todas as nações que tentavam se recuperar e se reerguer. Com o advento da Revolução Verde, iniciativa da Fundação Rockefeller que propunha a adoção de técnicas de modificação genética de sementes, mecanização da produção e emprego de defensivos químicos, isso passou a ser uma realidade. Diversos países adotaram as práticas e aumentaram sua produtividade, sem qualquer apuração sobre existência de efeitos negativos ou não. Hoje o mundo luta para reverter o que esse erro causou.
          Os donos das plantações se lançaram no uso de agrotóxicos sem muito pesar, ambicionando apenas o lucro; essa medida mostrou-se inapropriada nas pesquisas realizadas nos anos seguintes, em que se percebeu que as substâncias utilizadas apresentavam risco e deveriam ser melhor avaliadas. Com o descobrimento de que os produtos fitossanitários eram grandes causadores de degradação ambiental, de redução da variedade genética e de diversos malefícios à saúde humana, a mentalidade da ONU (Organização das Nações Unidas) e de diversos países desenvolvidos mudou em relação aos elementos empregados na agricutura: passaram a proibir alguns, colocaram limites em outros e a fiscalização tornou-se mais rigorosa. Além disso, surgiu preocupação com a saúde dos trabalhadores, estipulando-se equipamentos de proteção e diversos países se comprometeram com o incentivo da agroecologia. A Dinamarca foi o primeiro país a adotar uma agricultura totalmente orgânica.
          Ainda que se tenham todas essas informações, no entanto, no Brasil não houve avanços na busca pela diminuição dos defensivos. Pelo contrário, é o país que mais consome agrotóxicos no mundo e os índices na última década demonstrou grande aumento. O mercado dos químicos movimenta altas quantias anualmente, razão pela qual torna-se burocrática e ineficiente a busca por diminuição dos produtos, visto que as leis são elaboradas de acordo com privilégios financeiros e a fiscalização não é realizada de maneira coerente.
          Para que o Brasil consiga acompanhar a evolução das técnicas agrícolas sem uso de substâncias nocivas aos seres humanos e ao meio ambiente, faz-se necessário que o MEC (Ministério da Educação), em conjunto com a sociedade, realize campanhas que conscientizem a população sobre a necessidade de pressionarem os governantes a elaborarem políticas mais sustentáveis.