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    Antigamente, o nomadismo era uma prática frequente entre os povos, pois se vivia atrás de recursos para garantir a sua sobrevivência. Entretanto, com o passar do tempo, tal prática perdeu lugar para outra, possibilitando as pessoas se estabelecerem em um só lugar. Surge, então, a agricultura. Essa consiste em um conjunto de técnicas que visa controlar a produção vegetal. Dentre tais métodos, encontram-se o uso de agrotóxicos que representa um risco tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente. Nesse sentido, é necessário analisar esse cenário atentando-se aos seus efeitos para, posteriormente, propor mudanças.
        Em primeiro lugar, é importante ressaltar que há uma tendência no aumento do uso de agrotóxicos. Segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a utilização dessas substâncias cresceu em 93% no mundo, já no Brasil o crescimento foi de 190%. Isso acontece devido à maior resistência das pragas a esses venenos. Assim, cada vez mais o agricultor aumenta a dose a ser aplicada nas plantações e inicia um círculo vicioso. Como consequência direta, além da poluição de rios próximos e dos lençóis freáticos, a fertilidade do solo diminui gradualmente, o que gera plantas mais doentes e suscetíveis a ataques de pragas alimentando ainda mais o círculo.
        Além disso, a falta de fiscalização nas lavouras agrava ainda mais o problema. De acordo com uma pesquisa realizada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), de 16 amostras de pimentão analisadas, 8 apresentaram agrotóxicos não autorizados ou acima do permitido. Esse fato acontece não só com verduras, mas com todo e qualquer hortifrúti, seja em maior ou em menor quantidade. Tal situação tem impactos não só para o trabalhador rural - administrador dessas substâncias -, mas para todos que consomem esses produtos contaminados podendo vir a ter uma intoxicação ou desenvolver vários tipos de câncer, conforme afirma o Ministério da Saúde.
        Fica evidente, portanto, que o uso de agrotóxicos é grave e preocupante, por isso fazem-se necessárias medidas para resolver a questão. Assim sendo, a Vigilância Sanitária em parceria com o MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) deve fiscalizar as plantações, semanalmente, bem como recolhendo amostras e acompanhando a rotina dos trabalhadores rurais com o fito de descobrir as substâncias usadas e a quantidade aplicada por hectare, além de, caso exceda o limite permitido, aplique uma multa severa. Ademais, cabe ao Estado juntamente com a Receita Federal fornecer subsídios aos agricultores que investirem em outros meios para controlar as pragas, como por exemplo, a biorremediação a fim de diminuir a quantidade de agrotóxicos utilizados e incentivar que cada vez mais outros produtores adotem tal modelo.