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    Segundo Karl Marx, a sociedade se estrutura de acordo com os interesses da classe economicamente dominante, e é exatamente por isso que o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo se torna cada vez mais intensivo, já que a prioridade é gerar lucro para os grandes produtores, mesmo que para isso o restante da população seja prejudicado. Por conseguinte, os cidadãos se inserem em uma luta pela busca de garantirem o direito a uma alimentação sem o uso excessivo de defensivos agrícolas. 
      É indubitável, de fato, que o agrotóxico está cada vez mais presente em nossas vidas. Visando a obtenção máxima de lucro, os grandes e até mesmo pequenos produtores utilizam quantidades não permitidas de defensivos agrícolas em suas plantações. O problema é que apesar desse modo de produção gerar alimentos com aparência mais atraente para o consumidor, consequentemente ele também gera alimentos com mais veneno e prejuízos à saúde, afetando tanto os funcionários que manuseiam esses produtos químicos nas plantações, quanto os que ingerem esses alimentos. Vários estudos comprovam que o agrotóxico pode estar relacionado a casos de câncer, além de ser responsável por diversos casos de intoxicação no mundo todo. Segundo o Programa de Vigilância da Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos, 114.598 registros são feitos anualmente devido à contaminação por agrotóxicos.
      Destarte, a população busca garantir o direito a uma alimentação saudável, enfrentando diversos obstáculos, como ocorre no Brasil em relação ao projeto de lei que prevê mudanças para a já existente Lei dos Agrotóxicos. Essas alterações pretendem flexibilizar as regras para fiscalização e aplicação dos agrotóxicos, ou seja, privilegiar ainda mais a classe dominante em detrimento dos outros cidadãos, já que o Governo prioriza a exportação de alimentos à saúde de sua população.
      Diante do exposto, torna-se necessário a imposição de medidas imediatas. No Brasil, cabe aos Deputados e Senadores não aprovarem esse novo projeto de lei que propõe mudanças para a legislação dos agrotóxicos, buscando garantir à população o direito a uma alimentação saudável, pois antes de se preocupar com a economia do país, deve-se preocupar com a saúde de seus habitantes. Concomitantemente, cabe ao Ministério da Agricultura se mobilizar para criar debates internacionais em busca de uma solução para tal problema no mundo, o que também deve ser discutido nas comunidades através de palestras que conscientizem as pessoas sobre o perigo que está cada vez mais presente na vida dos consumidores.