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    Em contrapartida às discussões bioéticas, a Revolução Verde surgiu nos campos ofertando uma maior disponibilidade de agrotóxicos como solução para o problema da fome mundial. Entretanto, com o aumento do uso de pesticidas, estatísticas revelam elevações no custo de produção agrícola, levando, assim, a elitização do campo e a diminuição do poder de escolha e compra no consumo populacional.
     Previamente, é importante ressaltar que quanto maior o número de aditivos necessários a uma confecção mais elevado será o valor da mercadoria. Conforme o uso de agrotóxicos difunde-se em meio às plantações, pequenos produtores sofrem com os altos valores de defensivos e concorrência dos latifundiários, que pela grande disponibilidade de terras e pesticidas oferecem produtos de menor custo estabelecendo um controle de mercado e ocasionando a elitização do cultivo. Prova disto é o constante êxodo rural de pequenos agricultores e o aumento no número de concentrações de terra.
     Ademais, a crescente hegemonia do grande produtor resulta na diminuição do poder de escolha populacional. Segundo a lei econômica da oferta e procura, a disponibilidade de um produto está diretamente ligada ao valor monetário do mesmo, e como o uso de agrotóxicos é predominante nas lavouras, recorrer à alimentos orgânicos torna-se inviável. Deste modo, a população é influenciada a consumir produtos sem conhecimento sobre os riscos nocivos a saúde.
    Portanto, mudanças são necessárias para garantir o bem estar social. Estabelecer incentivos a produtores orgânicos, através de subsídios e financiamentos de máquinas pelo Ministério da agricultura, é imperioso para resolver este quadro, mas não o suficiente. É preciso que o Governo Federal atue com o poder legislativo na criação de cotas obrigatórias de produção de orgânicos, onde todo produtor seja determinado a cultivar o mesmo produto comercializado sem pesticidas. Apenas através de oportunidade no campo veremos um consumo mais saudável e racional.