O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Quebra-cabeça social
          Na visão de René Descartes, considerado o Pai da Filosofia Moderna, "Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis". Embora séculos tenham se passado desde a afirmativa, questões como o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo ainda são consideradas grandes entraves difíceis de serem resolvidos. É latente que esse cenário se agrava devido ao sistema capitalista, bem como à imprudência dos cidadãos, requerendo assim mudanças em caráter de urgência.
          Em primeira instância, é imprescindível destacar que a Revolução Verde possui grande influência na difusão do uso de pesticidas. Logo após a Segunda Guerra Mundial houve a necessidade de novos mecanismos para ampliar a produção agrícola. Dessa forma, os agrotóxicos surgiram como oportunidade para agricultores que buscavam maior rentabilidade da terra em menor tempo e, consequentemente, esses produtos ganharam espaço no mercado. Hodiernamente, o Brasil ocupa a terceira colocação no ranking de consumidores dessas substâncias e, concomitantemente, é um excelente agroexportador, revelando a importância dos defensivos agrícolas na economia nacional.
          Por outro lado, a utilização em excesso de agrotóxicos é prejudicial à saúde. Segundo pesquisa realizada pela Fiocruz, entre 1999 e 2012, mais de cem mil casos de intoxicação causados por agroquímicos foram registrados no país. Tal dado alarmante gera enfoque na falta de responsabilidade de lavradores que não respeitam a quantidade máxima permitida por lei de pesticidas empregados na lavoura. Desse modo, é possível correlacionar o dizer de Thomas Hobbes com a ação errônea desses indivíduos já que, para o filósofo, "O homem é o lobo do homem", sendo capaz de afetar todo o corpo social a fim de ascender economicamente.
          Fica evidente, portanto, a necessidade de soluções práticas para o combate do uso em excesso de agrotóxicos no Brasil. A começar pelo Ministério da Agricultura que deve fiscalizar com maior intensidade os donos de propriedades rurais com o fito de controlar a quantia permitida por lei e punir aqueles que não estão dentro dos parâmetros da Constituição. Outrossim, cabe ao Ministério da Fazenda oferecer incentivos fiscais à produção de alimentos orgânicos com o intuito de garantir comida de qualidade na mesa do consumidor e erradicar com os casos de intoxicação pela utilização de pesticidas. Destarte, toda a nação brasileira poderia homologar com o ideal Descartiano, adotando medidas burocráticas, porém eficazes; solucionando assim esse quebra-cabeça social.