O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Denomina-se Revolução Verde, o conjunto de inovações tecnológicas que tiveram como objetivo melhorar a produtividade agrícola, mormente em países subdesenvolvidos. Nesse contexto, aumentou-se a produção do setor, através da utilização de recursos como os agrotóxicos. Entretanto, após a análise dos impactos nocivos desses produtos, é tangível que o uso de tais pesticidas precisa ser reavaliado.
      A priori, convém mencionar a teoria proposta pelo britânico Thomas Malthus, que teorizava acerca da ausência da alimentos o suficiente para suprir a demanda da população. Nesse viés, pode-se observar um fator positivo dos agrotóxicos, visto que o uso deles foi responsável por um aumento expressivo da produção agrícola. Todavia, esses pesticidas apresentam efeitos bastante prejudiciais. Sob tal aspecto, cabe exemplificar citando os impactos ambientais que danificam permanentemente ambas a flora e a fauna, assim como as consequências à saúde humana, que após o consumo de alimentos cultivados com toxinas, está sujeita a sofrer os efeitos perigosos que decorrem do mesmo.
      Outrossim, é cabível acrescentar que ao final guerra fria, o capitalismo consolidou-se como sistema predominante na maioria dos países. Portanto, tendo em vista que esse modelo socioeconômico fundamenta-se no lucro, é possível relacionar tal acontecimento a intensa utilização de agrotóxicos. Isso ocorre porque o uso de pesticidas reduz as possíveis perdas. Dessa forma, aumenta-se a produção e, concomitantemente, o dinheiro destinado aos responsáveis pela mesma. Nesse contexto, cita-se o sociólogo Karl Marx, cuja teoria defendia que na sociedade capitalista é dado um valor excessivo ao capital, em detrimento do bem-estar humano. Assim, é inferível que a utilização dos produtos supracitados continua devido à sua lucratividade, ainda que seja responsável por uma míriade de impasses.
      Destarte, baseando-se no exposto, torna-se evidente a necessidade de solucionar a problemática do uso de agrotóxicos. Logo, com esse objetivo, assiste ao Ministério da Agricultura, promover uma ação conjunta com os grandes latifundiários e pequenos produtores, oferecendo a esses incentivos fiscais para a adoção de biopesticidas, ou seja combater a prega da lavoura com seu predador natural. Ademais, cabe ainda a ação do governo federal, estabelecendo punições às produções que aplicam agrotóxicos de forma intensiva,  reduzindo, portanto, consideravelmente sua utilização. Por fim, é fundamental a mobilização popular a fim de coibir projetos nocivos propostos pela câmara dos deputados, como por exemplo a "PL do veneno", projeto de lei, criticado pela greenpeace, que facilita a utilização de toxinas na produção agrícola.