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    Com a chegada da Revolução Verde, no século XIX, a promessa de aumentar a produção de alimentos e acabar com a fome da população contribuiu para diminuir a duração de vida dos brasileiros e, consequentemente, a biodiversidade. De fato, a agricultura moderna trouxe mais economia para o país, mas ,por outro lado, aumentou o uso de insumos tóxicos nas plantações. Dessa forma, o mesmo produto que combate pragas e doenças nocivas à produção agropecuária, desenvolve doenças graves ao ser humano. 
        O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de produtos agrícolas do mundo. Por conseguinte, desde o século XIX, inovações tecnológicas e agrotóxicos foram desenvolvidos para se plantar mais e colher em menos tempo. Assim, os produtos chegam a mesa dos consumidores com maior rapidez e com a aparência de melhor qualidade. Porém, à medida que o consumismo desses produtos aumenta, a quantidade abusiva do uso de agrotóxicos para atender o que a população procura - qualidade e rapidez - se eleva acima do que é permitido por lei.  
         No mesmo viés, fazer uso desses insumos afeta tanto os trabalhadores rurais como, nós, consumidores. No campo, a falta de informação sobre o uso correto de instrumentos de proteção leva aos agricultores o contato direto com substâncias químicas perigosas, desenvolvendo altas taxas de intoxicação. Já para os consumidores, o problema está no consumo desses produtos agrícolas que ao longo do tempo vão se acumulando no organismo do indivíduo, desenvolvendo futuros câncer ou até depressão. 
           Fica claro, portanto, que altas concentrações de agrotóxicos estão nas plantações e mesa dos brasileiros. Logo, afim de diminuir esse impasse, torna-se importante campanhas, por parte do governo em conjunto com ong's, que alertem, principalmente, os agricultores sobre o uso exagerado de agrotóxicos e sua correta dosagem e aplicação. Em contrapartida, anúncios televisivos ou em jornais, deveriam informar aos consumidores o perigo que levam para a sua vida.