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    A revolução verde nos fez conhecer e entender a relação do ser humano e a da agricultura nos campos: Produção em massa, uso contínuo de insumos industriais (fertilizantes e agrotóxicos) e maior velocidade na eficiência das atividades agrícolas. No entanto, dentre esses exemplos o que mais vem causando impactos atualmente são os agrotóxicos que aplicados exageradamente nas lavouras vem deixando de ser uma questão relacionada especificamente com a produção agrícola e se transformando em um problema de saúde pública e preservação da natureza.
     Primeiramente, a falta de informação corrobora para o desconhecimento sobre os danos dos agrotóxicos na saúde. As campanhas publicitárias não são freqüentes e, sem uma maior divulgação à população, o numero de casos de pessoas afetadas por esses insumos faz-se cada vez mais comuns nos hospitais pelo mundo. No estado de Santa Catarina, por exemplo, foram registrados 1,8 mil casos de intoxicação e problemas neurológicos agudos graças à baixa capacitação dos empregados no campo. Assim, sem uma maior participação dos governantes e do meio de comunicação serão cada vez mais comuns casos de problemas de saúde relacionados a esse “veneno”. 
      Além disso, a busca desesperada pelo lucro e por produções em altas escalas os impactos causados ao meio ambiente são negligenciados constantemente. De acordo com a ONU, o projeto “lei de pesticidas” em discussão nos senados em 2018 aumentará em aproximadamente 19% número de toxinas nos alimentos, violarão o direito humano dos trabalhadores rurais, comunidades locais, consumidores e vão proporcionar mais poder ao ministério da agricultura que é responsável por priorizar a produção e o lucro. Neste sentido, é de se esperar que a economia e o capitalismo prevaleçam em questões como contaminação dos solos, lençóis freáticos, água potável e alimentos como folhas e frutas. 
       Portanto, a mídia tem um papel importante na exposição de dados informativos sobre a toxicidade dos alimentos, seja na televisão e internet, seja por áreas físicas. Logo, os cidadãos seriam incentivados a cobrar do poder público uma melhora da lei dos agrotóxicos para que não prejudique a alimentação e a saúde da população. Ademais, o governo, em parceria com o Ministério do meio ambiente, deveria alterar as leis que intensificam o uso dos insumos, investirem em aparatos que diminuam a necessidade do uso abusivo dos agrotóxicos nas plantações, como as estufas que ajudam a desenvolver o produto mais rápido e sem o uso de fertilizantes ou produtos similares, uma maior fiscalização em produtores que não respeitam a quantidade permitida por alimento e não garante a segurança dos seus empregados no manejo dessas toxinas, projetos de ambos os poderes para aumentar a plantação e comercialização dos produtos orgânicos. Dessa forma, melhorar a relação do homem com o meio ambiente proporcionando um maior respeito à dignidade e a vida humana.