O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Jogo de poder contra a saúde
       De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo desde 2009, passando a consumir 20% de todo agrotóxico produzido. Atualmente, pesquisas demonstraram a perigosa ação dos agrotóxicos sobre a saúde humana e, apesar disso, países, inclusive o Brasil, não extinguiram seu uso. Com isso, nota-se que a economia e a transposição em rankings mundiais são mais importantes do que a saúde e a alimentação dos seres humanos que compõem o próprio país.
       Em primeiro plano, é necessário salientar que a superioridade econômica é a maior preocupação do Governo atual e, para isso, a desvalorização da saúde e da vida é necessária. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a soja é o produto mais exportado e que mais leva agrotóxicos na sua composição, Esse cenário evidencia a preocupação econômica acima da preocupação com a qualidade de vida dos habitantes, mostrando que Zigmunt Bauman estava certo ao concluir que as preocupações e relações são líquidas na modernidade atual.
       Do mesmo modo, é possível analisar que o "Complexo de vira-lata" e a subserviência são evidentes na situação brasileira. Durante o período Colonial, o Brasil utilizava da mão-de-obra escrava para produzir a cana-de-açúcar e, posteriormente, o café, com o intuito de enriquecer o mercado internacional, entretanto, em 1888, a escravidão foi abolida e o Brasil perdeu a sua mão-de-obra. A questão que continua alarmante é a seguinte: será que a escravidão foi, de fato, abolida ou os cidadãos continuam escravos do Sistema Econômico que visa a riqueza internacional?
      Urge, portanto, a diminuição ou a extinção do uso de agrotóxicos na agricultura brasileira e mundial. Para isso, o Governo, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, deve extinguir a obrigatoriedade e a necessidade dos agrotóxicos nas safras brasileiras, deixando de livre escolha seu uso ou não, entretanto, impondo limites e vetando o uso de pesticidas de alto risco a saúde do consumidor. Com isso, uma população com uma alimentação livre de riscos seria implantada, o que colocaria um fim no "Complexo de Vira-lata" e no conceito de "Modernidade Líquida" de Bauman.