O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Durante o ciclo do açúcar no Brasil, entre meados do século XVI e XVII, as terras de massapê do nordeste eram extremamente férteis e favoráveis ao plantio, por isso, o açúcar tornou-se de extremo valor para a economia. Hodiernamente, os solos estão cada vez menos produtivos, com isso faz-se necessária a utilização intensiva de agrotóxicos para "repará-los", fator esse que acarreta em entraves para a população. 
      Partindo dessa concepção, o uso exacerbado dessas substâncias promove consequências irremediáveis. A aplicação desses defensivos agrícolas compromete a potabilidade da água , uma vez que penetram nos lençóis freáticos, fator de intensa preocupação, já que apenas 3% da água do planeta é viável para o consumo. Além disso, o contato direto com os pesticidas pode acarretar em mutações cromossômicas, um estudo realizado por um professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), que consistiu em coletar amostras de medula óssea de 43 trabalhadores rurais constatou que 11 tinham alterações cromossômicas. Importante salientar que mutações desse tipo podem originar tumores malignos. Esses fatores aliados corroboram para caracterizar o agrotóxico como o mal do século. 
       Outrossim, de acordo com pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil está entre os maiores usuários do produto, perdendo apenas para a Holanda, França, Reino Unido. A bancada ruralista não se opõe à utilização dos defensivos agrícolas ,já que a agricultura corresponde a um dos pilares da economia brasileira por ser grande responsável pelo Produto Interno Bruto do país (PIB). Essa visão vai de encontro a um direito previsto na constituição: todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 
        Sendo assim, medidas são necessárias para a resolução do impasse. O Ministério da Saúde e o da Agriculura devem atuar em parceria, por meio da fiscalização assídua sobre a lei que dita as diretrizes sobre a utilização dos agrotóxicos nas propriedades agropecuárias, a fim de que haja uma relação de protocooperação, ou seja, uma interação que beneficie ser humano e meio ambiente.  Ademais, a mídia aliada aos canais televisivos deve veicular campanhas que alertem a população a cerca da proporção exarcebada de pesticidas nos alimentos, a fim de que esses, em virtude de todos os danos que causam, sejam trocados por alimentos orgânicos para que assim a população tenha, de fato,  alimentação saudável.