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    O uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil, introduzidos pela Revolução Verde, é uma questão que abrange as áreas da saúde, meio ambiente e economia simultaneamente. Sendo assim, é imprescindível a ampliação da informação do cidadão brasileiro acerca do alimento que o mesmo consome no seu cotidiano e se esses estão sendo devidamente fiscalizados como é previsto na Lei dos Agrotóxicos.
       Ao contrário da tendência internacional, como por exemplo na União Europeia que baniu o uso de pesticidas nocivos às abelhas, o Brasil mantém a sua dependência por agrotóxicos devido a ausência de investimento no desenvolvimento e tecnologia do país a fim de promover  novas alternativas, o que o torna subordinado a esses produtos de modo a prejudicar seus negócios de exportação com países fiscalizadores. Como efeito, tal cenário afeta a sua balança comercial. 
       Além do impacto econômico, há ainda as consequências que o uso desregrado de agrotóxicos causa ao meio ambiente, visto que ele e seus derivados podem se acumular no ecossistema e afetar a qualidade do ar, do solo e da água - segundo o IBGE, a contaminação dos rios por esses produtos só perde para a contaminação por esgoto. Portanto, deve-se pensar  e agir a nível da ética ecológica, ou seja, prevenir os danos causados ao meio ambiente, os quais prejudicam a biodiversidade do país.
       Da mesma maneira que é nocivo ao meio ambiente, os efeitos chegam ao homem pelo consumo direto de alimentos que contém agrotóxicos ou pelo consumo de animais como peixes, por exemplo, que foram contaminados com tais produtos. Dependendo do tipo de agrotóxico, o homem fica exposto à riscos de saúde como envenenamento, redução da fecundidade, problemas no sistema nervoso e cânceres. Tal como o consumidor, os trabalhadores rurais também estão expostos a esses riscos de maneira ainda mais agravante, por lidarem diretamente com os agrotóxicos.
       Em virtude da influência do uso de agrotóxicos nas áreas que atingem diretamente a população brasileira, deve-se considerar medidas públicas que confiram o acesso a informações sobre o uso desses produtos além de novas opções. Para isso, a abordagem do assunto nas escolas deve ser promovida pelo Ministério da Educação, através do ensino sobre os danos causados pelos agrotóxicos e o estímulo à agricultura orgânica por meio de visitas a hortas comunitárias. Assim, os alunos serão cidadãos atentos a tais questões futuramente. À curto prazo, a tributação de grandes indústrias que causam impactos ambientais e riscos aos produtores poderá contribuir para o aumento do investimento da ciência nessa área, promovendo novos produtos para substituir o agrotóxico a fim de mitigar o uso do mesmo. Com tais medidas, a segurança alimentar poderá ser gradativamente garantida.