O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Alimentando a Morte
      O exacerbado uso de agrotóxicos na produção agrícola mundial, sobretudo em países como o Brasil, pode, em alguns anos, se portar como uma virtual crise humanitária, sendo o descaso governamental seu principal impulsionador. Nessa perspectiva, faz-se necessário aferir até que ponto mecanismos químicos como esse devem ser utilizados, tendo em vista suas virtuais complicações de escalas imensuráveis. 
      Mormente, importa ressaltar que o Brasil se comporta como um dos principais consumidores de defensivos agrícolas no mundo, muito por conta da indevida fiscalização desses produtos. Tal ineficiência pode ser justificada pela existência de práticas lobistas na atual política brasileira, em que parte dos legisladores buscam atender às necessidades do grande agronegócio brasileiro em detrimento da segurança alimentar. Como resultado disso, 1/3 dos produtos agrícolas consumidos no Brasil, segundo a ANVISA, são provenientes de agrotóxicos proibidos em diversos países do hemisfério norte.
       Outrossim, cabe destacar que o uso indiscriminado de agrotóxicos não é um problema atual, desde 1952, a Revolução Verde vem provocando inúmeros efeitos colaterais devido à má utilização desse recurso. Como por exemplo pode-se citar a contaminação de solos e de corpos d'água, além do acúmulo de substâncias tóxicas nos tecidos o humano. Nesse sentido, as consequências desse processo já são realidade e, mais que isso, se comportam como uma nuvem no futuro da alimentação de grande parte da população.
      Fica evidente, portanto, a existência de vetores, que sem os devidos cuidados podem ser os principais responsáveis pelo decaimento na qualidade de vida de grande parcela dos seres humanos. Destarte, cabe às entidades reguladoras, como a ANVISA e a OMS, coibir o uso desqualificado de agrotóxico. A expectativa pode ser alcançada mediante à promulgação de tratados nacionais ou internacionais que visem à diminuição nas concentrações de aditivos, tendo como seu principal incentivo a isenção parcial de taxações sobre produtos alimentícios. Assim, espera-se que o alimento, tão somente, venha exercer sua função vital para a vida humana, e não o outro lado de seu espectro.