O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    No século XIX, sob a luz da teoria malthusiana acerca do crescimento populacional, pensou-se que não haveria alimento para toda a população do século XXI. Hodiernamente, contudo, embora a escassez de alimento não seja mais um problema, o uso de agrotóxicos para a produção de vegetais tem preocupado o Brasil e o mundo. Nesse sentido, uma análise sobre suas causas, que estão relacionadas a brandeza de políticas legislativas e a ignorância social, faz-se necessária para resolver esse embargo.
         A priori, é indubitável que a ineficiência de leis é um dos causadores do problema. Assim, vale ressaltar que em regiões pouco dependentes da agricultura como elemento de exportação, a exemplo da Europa, os mecanismos legislativos referente ao uso de insumos agrícolas são mais rígidos, o que impede o uso indiscriminado e casos de intoxicação por esses elementos. Não obstante, em países ainda fortemente dependente do setor primário da economia, como o Brasil, para reduzir os custos de produção e venda de alimentos orgânicos, a jurisdição sobre a utilização desses produtos são mais brandas, tornando assim mais frequente casos de seu mau emprego.
         Ademais, de acordo com o filósofo Max Horkheimer, os meios de comunicação perderam a sua função social, posto que visam apenas a promoção de informação como forma de arrecadação financeira. De modo análogo, devido a pouco importância e baixa lucratividade para a mídia, conteúdos sobre a nocividade que os agrotóxicos utilizados nos alimentos representam para a saúde humana são pouco divulgados pelas rádios e TV,s. Consequentemente, movidos pela ignorância, a população continuará nutrindo esse mercado e tornar-se-à cada vez mais suscetível ao envenenamento químico.
         Destarte, objetivando atenuar os problemas concernentes ao manuseio de agrotóxicos, o Congresso Nacional, mediante auxílio de pesquisas comprovadas sobre o assunto, deve elaborar uma emenda constitucional que regulamente o seu uso nos alimentos e preveja punições econômicas e restritivas mais severas para quem não as cumprir, de modo a intimidar os agricultores e evitar indiscriminação quando utilizados. Outrossim, com o fito de informar sobre os danos à saúde e ao meio ambiente tal como conscientizar a sociedade a adotar práticas alimentares mais saudáveis, campanhas e documentários referente a relação entre alimentação e sustentabilidade devem ser produzidas e difundidas pelos canais de comunicação.