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    Com o advento da Revolução Verde, o homem passou a dominar todos os fatores que influenciam a produtividade agrícola. Desde a irrigação mecanizada até a fabricação de sementes transgênicas, atualmente, a forma de cultivo agrícola tornou-se uma ciência em expansão. Entretanto, cabe ressalvar que, como qualquer outra ciência, é preciso que haja restrições que dizem respeito a responsabilidade com a saúde humana e a preservação ambiental. Muito se discute acerca do uso dos defensivos agrícolas, empregados em excesso nos campos, visando a garantia da produtividade, mas que hoje é confirmado sua toxicidade contra a saúde humana e ambiental.
       Em primeira análise, é objeto de estudo das ciências biológicas o fenômeno antrópico chamado de bioacumulação. Tal evento envolve um processo de absorção, através da ingestão de alimento ou água contaminados, e o acúmulo de substâncias tóxicas no corpo do organismo. É certo que, esse mesmo raciocínio é válido para insumos alimentícios, como vegetais e frutas, que concentram agrotóxicos que serão ingeridos e irão incorporar-se ao metabolismo humano. Diante do exposto, é perceptível os danos nocivos que as substâncias agrotóxicas podem causar, a exemplo de mutações genéticas e degenerações psicológicas. Por fim, são estimados que os brasileiros ingerem cerca de 7,5 litros de veneno agrícola por ano, e não há previsões dos efeitos a longo prazo.
       No panorama atual da política brasileira, a Bancada Ruralista, composta por latifundiários e grandes agroexportadores, é a mais forte no Congresso. Por conta disso, são realizadas muitas manobras políticas que beneficiam essa fração dos representantes do agronegócio. A exemplo do projeto aprovado no ano de 2018, que visa expandir a liberação mais rápida de determinados agrotóxicos, sem as devidas análises laboratoriais. É notório, portanto, que a prevalência dos insumos tóxicos no campo está vinculado a esfera política de interesses, principalmente ligada a exportação.
       Dessa maneira, é preciso que haja um movimento global a favor da diminuição do uso de agrotóxicos nas plantações. Devido a globalização, muito se exporta e muito se importa, ou seja, se há utilização exagerada de agrotóxicos no Brasil, os produtos serão exportados e irão afetar populações em outros países. Por isso, é preciso uma ação da Organização das Nações Unidas junto aos representantes internacionais das grandes potências, afim de concluir restrições ao uso de defensivos agrícolas, de modo que haja respeito à saúde humana e ambiental. Cita-se como exemplo, um maior incentivo, por parte dos Governos Federais e Estaduais, aos pequenos produtores rurais e plantações orgânicas. Por fim, deve-se fiscalizar os grandes exportadores e latifúndios, de modo a garantir que as restrições estão sendo cumpridas. Dessa forma, o uso de insumos químicos será diminuído e a saúde preservada.