O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Thomas Malthus calculou que a produção alimentícia cresceria em progressão aritmética e a densidade populacional, em progressão geométrica, resultando em fome. Problema superposto com a revolução verde, na qual recursos tecnológicos, como defensivos agrícolas, permitiram atenuar o quadro. Entretanto, os benefícios da produtividade versus os riscos à saúde suscitaram um debate mundial. Dessarte, evidencia-se que os agrotóxicos não são o problema, mas sim seu mau uso, ocasionado pela desinformação dos agricultores, e, não obstante, a parcialidade com que são noticiadas as pesquisas, acerca dos seus potenciais danos, geram impactos na economia.
          Mormente, vale ressaltar que a extinção do uso de defensivos agrícolas causaria problemas na oferta de comida, encarecendo os alimentos. Conquanto a aplicação indiscriminada traga consequências, o uso de agrotóxicos evita a perda de 10 a 40% da produção agrícola mundial, segundo estudo da Universidade de São Paulo. Contudo, o emprego desmedido de agroquímicos pode causar danos a saúde e selecionar as pragas mais resistentes, inutilizando rapidamente os produtos. Embora a planta elimine o pesticida sozinha, os agricultores, por falta de instrução, acabam não respeitando o tempo de colheita, prejudicando, assim, a saúde dos consumidores.
          Ademais, nota-se que as informações disseminadas a cerca dos fitofármacos são muitas vezes imparciais, gerando pânico desnecessário na população e incentivando a adoção de alimentos orgânicos, muitas vezes não fiscalizados que podem estar contaminados com coliformes fecais. Um exemplo é a notícia de que o Brasil é o campeão mundial no uso de fitossanitários, quando também é o único país que, segundo Nicholas Vital, autor do livro "Você deveria agradecer aos agrotóxicos por estar vivo", produz agricultura relevante em larga escala nos trópicos, posição geográfica sem inverno rigoroso, onde a inexistência de neve impede a limpeza e esterilização da terra. Em vista disso, o sensacionalismo midiático gera danos à economia agrícola tradicional, usando para isso, informações falsas. Dessa forma, faz-se necessária uma melhor disseminação de dados comprovados.
          Infere-se, então, que a falta de instrução dos profissionais agrícolas é responsável pelos casos de intoxicação por pesticidas, enquanto a difusão de inverdades sobre o método de produção ocasiona em alarme desnecessário e prejudica a economia. Desse modo, os governos devem investir em uma formação para os agricultores, a fim de dar-lhes maior conhecimento sobre os agroquímicos, garantindo a saúde dos consumidores e do ambiente. Não obstante, a mídia deve abrir espaço no debate para opiniões mais diversas, mostrando benefícios e impactos do produto de forma verídica, a fim de garantir melhor informação à população. À vista disso, a segurança alimentar será garantida.