O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    O processo de magnificação trófica provém da acumulação de elementos não biodegradáveis ao decorrer da cadeia alimentar, sendo um dos causadores de doenças como o câncer. É sabido que os agrotóxicos intensificam esse processo, de modo que o seu uso indiscriminado está longe de ser uma solução. Nesse âmbito, constata-se que as raízes históricas e a falta de alteridade impulsionam a problemática.
           É indubitável que a hegemonia capitalista intensificou seus efeitos ao passar dos anos. Já dizia Albert Einstein, que a tecnologia excedeu a humanidade. Um fato que comprova essa tese, é o projeto de lei 6299/02, que propõe que os agrotóxicos sejam denominados como “defensivos agrícolas fitossanitários”, como estratégia de suavizar o termo. Contudo, isso não é suficiente para natureza ocultar seus danos, à exemplo do desastre de Minamata, crime ecológico ocorrido no japão, em que uma fábrica de produtos químicos liberou toneladas de mercúrio no rio que abastecia a cidade, levando a intoxicação de milhares de pessoas. De maneira análoga, o excesso de agrotóxicos promove danos semelhantes, no entanto, se apresenta como um processo lento e imperceptível aos olhos da população. 
           Outrossim, destaca-se a educação como raiz do problema. Thomas Hobbes, através da sua obra “Leviatã” definiu o ser humano como um lobo egoísta e interesseiro, que sempre quer saciar seu apetite. É dessa forma, que a nova proposta de leis para os agrotóxicos propõe que a Organização Mundial da Saúde desburocratize as suas fiscalizações no âmbito do agronegócio. Se essa emenda for aprovada, haverá total alienação dos consumidores, visto que as informações do pacote já passam despercebidas no momento da compra. 
           Torna-se evidente, portanto, que a nova proposta referente aos agrotóxicos oferece riscos para a homeostase corporal e ambiental. Dessarte, o poder legislativo deve outorgar uma emenda constitucional em associação com a OMS e o IBAMA que preze pelo controle dos pesticidas usados, promovendo o mínimo de danos possíveis à sociedade. Segundo o pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Dessa forma, o MEC necessita instituir propagandas ministradas por nutricionistas em canais abertos, à respeito da importância de verificar as embalagens dos alimentos comprados, a fim de que a sociedade se desprenda da alienação e contemple seus direitos.