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    O veneno agrícola lícito 
    
       Em 1950, a Revolução Verde proporcionou o avanço das práticas agrícolas no mundo. Porém, tal pregresso, visando otimizar a produção, acarretou o aumento do uso de agrotóxicos nas plantações e que são, em sua grande maioria, prejudiciais à saúde. Desse modo, a dinâmica capitalista do setor agrário e a isenção de impostos sobre os agroquímicos se encontram entre os principais motivos dessa taxa.
       Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, INCA, 200 mil mortes ocorreram por intoxicação no ano de 2018, além do índice de 5 litros de agrotóxicos ingeridos anualmente no Brasil. Isso ocorre, primordialmente, devido a dinâmica capitalista adotada pelos agricultores modernos, que acelerou a submissão da produção às leis do mercado. Assim, os ciclos biogeoquímicos não acompanham a busca incessante por lucro, tornando-se mais frequente a adulteração dos alimentos através dos pesticidas. Tal prática desencadeia efeitos prejudiciais à natureza e ao ser humano.
       Ademais, cláusulas do CONFAZ concedem benefícios fiscais, como a isenção de impostos, ao mercado de agrotóxicos, incentivando assim, o crescente uso do produto. Nesse contexto, tal informação evidencia o modelo agrícola concentrado e dependente dos insumos. Consequentemente, o próprio Estado arca com os altos prejuízos que resultam do consumo massivo de tal veneno, gerando um deslocamento de recursos públicos aos setores privados.
       Torna-se evidente, portanto, que o uso exorbitante de agrotóxicos é uma problemática fortemente presente no Brasil e necessita de métodos para elucidação. Nessa conjuntura, o governo deve incentivar as pesquisas, em universidades, sobre as consequências dessa prática e o desenvolvimento de técnicas sustentáveis e econômicas para substitui-la , com o objetivo de fomentar a modernização rural. Além disso é imprescindível que o Poder Legislativo elabore um conjunto de leis rígidas quanto a aplicação de agrotóxicos e invista na fiscalização do uso através de agentes ambientais.