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    No século XX deu-se início a Revolução Verde, movimento que pregou a modernização da agricultura com o intuito de aumentar a produtividade, e um de seus principais modos foi através da utilização de agrotóxicos. Entretanto, hodiernamente seu uso torna-se um problema no Brasil, seu maior consumidor no cenário mundial, em virtude da negligência governamental e viés capitalista. 
    Em primeiro lugar, a falta de leis e fiscalização adequada configuram um fator que contribui para a continuidade do emprego abusivo de defensivos agrícolas. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), muitos agrotóxicos proibidos na União Europeia ainda são consumidos no Brasil, além disso, 28% dos alimentos contém substâncias não autorizadas. Destarte, tal dado comprova o atraso na legislação brasileira, oferecendo grande risco à saúde da população. 
    Outrossim, de acordo com o filósofo Karl Marx, a base econômica determina os aspectos e práticas de uma sociedade. Nesse sentido, visto o alto faturamento da indústria de agrotóxicos e sua larga utilização no Brasil, o lucro dessa é priorizado em detrimento da saúde do consumidor. Desse modo, o agronegócio torna-se dependente de produtos químicos e fica cada vez mais difícil controlar seu uso. Por conseguinte, uma vez que utilizado de forma abusiva, são gerados não só danos à saúde humana como também ao meio ambiente. 
    Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias para reverter o impasse. Cabe ao Ministério da Agricultura promover a maior regulamentação no emprego de agrotóxicos e a proibição daqueles que apresentarem ameaças à saúde. Ademais, tal agente deve incentivar os produtores a usar técnicas alternativas aos pesticidas, assim como o investimento na agricultura orgânica, visando a diminuição do uso excessivo de produtos tóxicos. Dessa forma, será possível mudar o atual cenário preocupante da agricultura no Brasil para um mais sustentável.